Há quase 20 anos no poder no Estado e há oito na Prefeitura paulistana, os tucanos e seus parceiros demos (agora do PSD) não conseguem evitar, sequer minorar, os problemas causados pelas enchentes e alagamentos na capital e no entorno, em sua região metropolitana.
Não se iludam, isso tem tudo a ver com a sistemática política dos prefeitos de São Paulo, José Serra (PSDB, que ficou 1 ano e quatro meses no cargo e renunciou) e Gilberto Kassab (ex-DEM-PSDB, agora PSD), adotada por Geraldo Alckmin (governador pela 3ª vez) de cortar pela metade, às vezes até mais que isto, todos os anos as verbas originalmente colocadas nos Orçamentos para as obras contra inundações.
Na noite de ontem/madrugada de hoje, forte chuva de algumas horas na capital e na Grande São Paulo provocou a rápida formação de 28 pontos de alagamento. Na capital, veículos foram cobertos pelas águas nas zonas Sul e Oeste da Capital, como nos bairros do Morumbi e do Ipiranga.
Aconselham a rezar, ou dizem que não se faz obra em 24h
Chuvas previsíveis - a temporada de cheias tradicionalmente vai de dezembro a março - e com as consequências que já conhecemos: árvores caem, semáforos quebram, o trânsito piora. E as pessoas têm suas casas alagadas, perdendo tudo o que possuem. Mais de 200 casas foram alagadas na madrugada e duas mil famílias desabrigadas.
Mas, se nos apegarmos à fé que os governantes do PSDB têm em São Pedro, isto nada tem a ver com governos tucanos e de parceiros seus como o do prefeito Gilberto Kassab. Afinal, eles já botaram a culpa na chuva que consideram "demais" e, um deles, José Serra, apresentou sua solução para o preoblema: aconselhou a população a rezar.
Geraldo Alckmin, então, nem se fala: três vezes governador do Estado, há pouco teve o desplante de defender-se num dia de caos desses com a máxima: "não se faz obra contra enchentes em 24h!!!" Tampouco ajuda o rastreamento feito há 10 anos pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) que apontou os 62 pontos mais sujeitos a alagamentos.
Ele foi transmitido à Prefeitura, que o engavetou e nada foi feito. Se o levassem em consideração, com certeza os tucanos teriam destinado mais do que 8,3% do orçamento voltado à essas obras. Dos R$ 683 milhões destinados a obras antienchentes, até outubro haviam sido usados irrisórios R$ 57,1 milhões
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