As obras contra as enchentes prometidas pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) na temporada de chuvas passada, em dezembro de 2010, estão atrasadas e sequer estarão prontas ao final do próximo verão.
Entre as ações que estão andando bem ao ritmo de Alckmin consta a que prevê a retirada de sedimentos dos rios Tietê e Pinheiros. São uma das principais do pacote anti-enchentes. Segundo a Folha de São Paulo, até dezembro, sua administração terá conseguido retirar apenas 60% que havia prometido em termos de sedimentos da calha dos rios.
A promessa de remover 1,5 milhão de m3 do Pinheiros ainda este ano parece não se concretizar. Refeitas as contas, a estimativa, agora, é que apenas 800 mil m3 sejam retirados até dezembro. No Tietê, Alckmin disse que faria novo contrato para eliminar 2,1 milhões de m3 de materiais também este ano. Mas, segundo os últimos cálculos, no máximo, será retirado 1,4 milhão de m3, ainda que o discurso oficial mencione até 1,7 milhão de m3. O restante só fica pronto em 2013. Entre as desculpas de praxe para os atrasos, nosso governador alega contestações na Justiça e no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.
Séculos de enchentes e décadas de tucanato
No auge das cheias passadas, Alckmin foi emblemático. Afirmou sem titubear: "não se faz obra contra enchente em 24 h". De fato, ninguém dá conta de enchentes com obras feitas em um dia. Mas é bom termos em conta um pequeno detalhe: ele e seu grupo tucano estão no governo do Estado há quase 30 anos. Já, as enchentes nos rios que margeiam a capital paulistana são registradas desde os tempos do Brasil Colônia
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