domingo, 29 de abril de 2012

Kassab avisa: pedágio urbano é com José Serra



O prefeito Gilberto Kassab (PSD) afirmou ... que não adotará o pedágio urbano até o fim da sua gestão. Na quarta-feira, 25, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal aprovou um projeto do vereador Carlos Apolinário (DEM), que prevê a cobrança...
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Para que vire lei, a proposta precisaria ainda ser aprovada nas Comissões de Transportes e Finanças e de Orçamento. Depois disso, o projeto ainda teria de ser votado na Câmara e sancionado pelo prefeito. Kassab afirmou que a questão deve ficar para a campanha eleitoral. "A pergunta (se haverá pedágio) deve ser direcionada aos candidatos."
O pré-candidato Fernando Haddad (PT), já assumiu compromisso de não implantar, caso eleito. Para ele, não há como cogitar o pedágio, sem melhorar o transporte público, que já anda superlotado. É preciso fazer os corredores de ônibus paralisados por Serra e Kassab desde de 2005, e é preciso ampliar o metrô.

De fato, o pedágio urbano, hoje, só interessa à Privataria Tucana das concessionárias e aos mais ricos. A classe média de renda mais baixa seria sacrificada com mais tarifas, ou teria como alternativa superlotar ainda mais o transporte público. Os mais ricos podem até achar bom,  pois preferem ter as ruas livres só para si, mesmo que tenham que pagar um pedágio de R$ 4,00 para tirar o carro dos outros da frente.

O pré-candidato Netinho de Paulo (PCdoB), se disse favorável, e Gabriel Chalita (PMDB), contra.

José Serra (PSDB) mantém o tenebroso silêncio de quem é pedagista convicto, desde quando era governador e fez o maior programa de multiplicação de praças de pedágios do mundo, inclusive nas vias que ligam áreas urbanas da região metropolitana, já implementando na prática o pedágio urbano. (Aposto que daqui a pouco, sob pressão e recomendação dos marqueteiros, Serra vai dizer que não implantará, com a mesma "convicção" que assinou a carta de 2004 prometendo não renunciar da prefeitura, e não cumpriu a promessa,  abandonando o cargo 15 meses depois de eleito).

Imaginando a remota hipótese da vitória de Serra, o quadro que se desenha é este:

1) Serra passaria só os primeiros 15 meses na prefeitura, tempo para a Câmara de Vereadores tramitar o projeto de implementar o pedágio urbano, poupando Serra do desgaste;

2) Quando Serra saísse da prefeitura, 15 meses depois, para se candidatar a presidente, o vice que assumiria, sancionaria a lei, e licitaria as concessões onerosas em nova Privataria Tucana;

3) As concessionárias em festa, ao arrancar R$ 4,00 por dia do bolso de cada motorista paulistano, financiariam indiretamente a campanha presidencial do tucano.

 Só não aposto com o amigo leitor que isso irá acontecer, porque minha aposta é de os paulistanos não elegerão Serra.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

TUCANOS COBRAM INDUSTRIALIZAÇÃO MAS AGEM DIFERENTE

Se o governo recorrer à inteligência estrangeira para a expansão do metrô de São Paulo, estará incentivando a desindustrialização do país e a transferência de empregos e recursos para a Espanha

A competitividade de um país em um cenário internacional marcado pela recessão europeia, pelas dificuldades econômicas das nações desenvolvidas e a provável diminuição do crescimento da China, com o acirramento da concorrência pelos mercados mundiais, é dada por sua capacidade de produzir inovação e tecnologia em produtos de alto valor agregado e com custos competitivos. Nessa conjuntura, a situação do Brasil é preocupante, especialmente quando um estado tão importante para o PIB nacional, como São Paulo, dá sinais de que pretende recorrer à inteligência estrangeira – mais exatamente espanhola - em setor tão fundamental como o de projetos de engenharia para o desenvolvimento da infraestrutura metroviária na capital e na Grande São Paulo.
 
Se essa intenção for levada à prática pelos governos paulista/paulistano na expansão do metrô de São Paulo, que possui plano de investimentos de R$ 60 bilhões até 2018, na ampliação de três linhas já existentes e a criação de duas novas linhas, os governantes do Estado e da Prefeitura de São Paulo estarão incentivando a desindustrialização do país e a transferência de empregos e recursos para a Espanha. E o que é pior: tudo pago com dinheiro brasileiro. A justificativa alegada para essa iniciativa, de que “hoje temos carência de engenheiros para a execução de projetos” é, no mínimo, um equívoco. A causa fundamental de o metrô paulistano não conseguir se expandir na velocidade suficiente para atender ao aumento da demanda é a falta de planejamento, não de engenheiros ou de profissionais de projeto. O fato de o Metrô/SP ter construído apenas dois quilômetros de linhas por ano nos últimos 32 anos deve-se a diversos fatores, entre eles, a prolongada recessão que acometeu o Brasil nos últimos 25 anos (1980-2005), diminuindo os recursos e o investimento público em transportes, assim como nas demais áreas de infraestrutura. E, sobretudo, pela falta de planejamento rigoroso e consistente, que preveja e assegure no orçamento recursos compatíveis com as necessidades de expansão da rede metroviária.

O Brasil tem cerca de 20 mil empresas de projeto de arquitetura e engenharia, distribuídos pelo país, a maior parte delas localizada em São Paulo. Essas empresas foram responsáveis por projetos do Metrô paulistano, desde seus primórdios, de hidrelétricas como Ilha Solteira, Porto Primavera, Jupiá, entre outras, além de projetos de portos, aeroportos, de rodovias-símbolo, como a dos Imigrantes, Bandeirantes e Ayrton Senna, por exemplo, e possuem um know-how acumulado a duras penas e com grande investimento – dos profissionais, boa parte deles com mestrado e doutorado, e da sociedade, por meio de inversões em universidades públicas com faculdades de engenharia de ponta, que formam e especializam esses profissionais de alto nível.

A engenharia é uma das bases mais fortes para dar suporte à inovação, ao incremento tecnológico e, portanto, à competitividade de um país. Estados Unidos, Europa – especialmente Espanha, Inglaterra, Alemanha, França e Bélgica –, Japão e China têm pleno conhecimento disso e não permitem que empresas e profissionais estrangeiros atuem livremente em seus territórios. A China, que ostenta os maiores índices de crescimento do PIB industrial, só admite que empresas estrangeiras operem no mercado chinês por meio de joint ventures com empresas locais. Os Estados Unidos, os países europeus, China e Japão, entre outros, utilizam os projetos de engenharia e financiamentos para vender obras e equipamentos. O Brasil, atualmente um dos países mais visados pelas nações em crise econômica, tem uma oportunidade única para explorar essa situação privilegiada em seu próprio benefício. Para isso, as empresas brasileiras de projetos de arquitetura e engenharia podem contratar profissionais de países em dificuldades, como Portugal e Espanha, por exemplo, que trariam sua expertise e a compartilhariam com os profissionais brasileiros, transferindo conhecimento e tecnologia.

Os benefícios para o Brasil seriam visíveis, não somente no curto prazo, mas especialmente nas próximas décadas, com a melhoria da competitividade brasileira em áreas estratégicas e de grande valor agregado. Isto é fundamental para revertermos o atual quadro econômico brasileiro, no qual a indústria, que já representou 25% do PIB, hoje reduziu-se a menos de 15% - retrato vivo da desindustrialização do país - com o déficit na balança comercial industrial atingindo mais de US$ 90 bilhões.

Introduzir empresas estrangeiras de projetos nas grandes obras é como facilitar a entrada de um verdadeiro “Cavalo de Tróia” no país. Esse risco pode e deve ser evitado se os governantes mirarem no exemplo do setor de óleo e gás, cuja política governamental exige no mínimo 65% de conteúdo nacional, incluídos nesse percentual os projetos de engenharia. Ou seja, da inteligência estratégica para o desenvolvimento sustentável do país.

Por José Roberto Bernasconi

quinta-feira, 15 de março de 2012

Deputado do PSDB chama servidor de ‘macaco’ e manda ele ‘procurar um pau para subir’

O deputado Carlos Alberto Leréia confirmou ter dito “vai catar um pau para subir” ao funcionário. Mas negou tê-lo chamado de macaco e alega que não tem de se identificar para entrar no plenário.

Racismo Câmara Deputados Leréia Macaco

O deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) foi acusado hoje de racismo praticado dentro do Congresso. A Polícia do Senado vai investigar a ocorrência, que teve como alvo um servidor público. O boletim de ocorrência informa que o Leréia chamou o policial de pele negra de “macaco” e que mandou que ele “procurasse um pau para subir”, antes de se dirigir do plenário para o cafezinho dos senadores.

A ofensa, de acordo com o documento, começou quanto o policial, que trabalha no Senado e não na Câmara, pediu ao deputado que se identificasse. Irritado, Leréia respondeu que o servidor deveria saber quem era ele ou que, então, “procurasse na Internet porque ele não iria se identificar”. E repetiu a sugestão de “procurar um pau para subir“, ofensa testemunhada de perto por dois senadores. Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) pediu ao policial que “não retornasse mais a falar com o cidadão que se dizia deputado”. “Foi feio, o segurança usou a prerrogativa, mas ele não quis se identificar”, lembrou Valadares.

O boletim de ocorrência registra que não foi esse o primeiro envolvimento de Carlos Alberto Leréia numa ocorrência no plenário do Senado. Na ocasião anterior, ele teria mandado outro policial “tomar no c…“.
O deputado confirmou ter dito “vai catar um pau para subir” ao funcionário. Mas negou tê-lo chamado de macaco e alega que não tem de se identificar para entrar no plenário. “Ele queria que eu mostrasse a identidade”, protestou, dizendo que acha desnecessário até mesmo usar na lapela o broche de parlamentar. “Não vou mostrar a identidade no Congresso, se broche for a maneira de entrar aí (plenário), é só mandar fazer (um broche). Radialista, Leréia disse que mandou seus advogados entrarem com uma representação contra o policial.

Já o diretor-geral da Policia do Senado, Pedro Araujo, informa que, se confirmados, os fatos constarão da representação que será encaminhada à corregedoria do Senado, à qual compete pedir providências à corregedoria da Câmara dos Deputados.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Alckmin infringiu estatuto do idoso no Pinheirinho: morador espancado está na UTI

O morador do Pinheirinho Ivo Teles dos Santos, 69 anos, estava desaparecido desde a noite do dia do extermínio do bairro. Ele encontra-se internado em estado grave na UTI. Confira a matéria completa no blog Viomundo, que mais uma vez, mostrou o que a TV Globo e revista Veja preferiram esconder atrás de informações falsas das autoridades tucanas.

Os testemunhos são de que Ivo Teles dos Santos foi espancado por policiais, levado para a UPA (pronto socorro) mais próximo e teria sido liberado, e depois ficou desaparecido. Sua ex-esposa o procurava e não o encontrava mais. Finalmente o encontrou no Hospital Municipal de São José dos Campos.

Governo Alckmin mentiu, Prefeitura mentiu, Veja mentiu, Globo mentiu ao desdenhar do paradeiro

No dia 26, duas ONGs divulgaram o nome de Ivo dos Santos como desaparecido.

A PM desdenhou da denúncia, segundo "apuração" do blogueiro da revista Veja, Reinaldo Azevedo, que endossou o desdém da PM:

http://goo.gl/QxbKf
Ora, o fato dele estar consciente na tarde de domingo e dado declarações ao jornal local, não significava que ele não pudesse ter passado mal depois.

A prefeitura fez pior, pois informou através da TV Vanguarda (afiliada da Rede Globo), que Ivo dos Santos teria sido atendido e liberado quando, na verdade, ele estava internado inconsciente em um hospital municipal, de responsabilidade da prefeitura.

http://www.vnews.com.br/noticia.php?id=113018&id2=1
A prefeitura da gestão tucana de Eduardo Cury violou o estatuto do idoso nos tópicos:
Art. 6o Todo cidadão tem o dever de comunicar à autoridade competente qualquer forma de violação a esta Lei que tenha testemunhado ou de que tenha conhecimento.
...
Art. 19. Os casos de
suspeita ou confirmação de violência praticada contra idosos serão objeto de notificação compulsória pelos serviços de saúde públicos e privados à autoridade sanitária, bem como serão obrigatoriamente comunicados por eles a quaisquer dos seguintes órgãos:
        I – autoridade policial;
        II – Ministério Público;
        III – Conselho Municipal do Idoso;
        IV – Conselho Estadual do Idoso;
        V – Conselho Nacional do Idoso.
Governo Alckmin também infringiu o estatuto do idoso

Através da ação violenta da PM, o governo Alckmin (PSDB/SP) infrigiu o estatuto do idoso em diversos itens, dos quais destaca-se:
Art. 4o Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei.
....
§ 3o
É dever de todos zelar pela dignidade do idoso, colocando-o a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.

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