"Os fatos não deixam de existir por serem ignorados". Aldous Huxley

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

TUCANOS ESTÃO "INCORFORMADOS" COM A EXPLICAÇÃO SOBRE "APAGÃO", GOSTARIAM QUE FOSSE COISA PIOR

Enquanto o oposição tenta politizar o "apagão" Aécio Never, em nome da sociedade limitada brasileira, revelando-se sintonizado com a estratégia, portanto, não àtoa disse em Maceió, que a falta de comunicação e a quantidade excessiva de órgãos que gerenciam o sistema elétrico brasileiro fizeram com que o governo federal não apresentasse uma explicação "convincente" à sociedade brasileira sobre o apagão que atingiu 18 Estados na semana passada.

E continuou disfarçando o carater eminentemente político do convite "Tenho tido um cuidado muito grande de não politizar este tema. Acho que não devemos retirar o apagão da sua circunstância e levá-lo ao palanque eleitoral. Mas a maior falha do governo foi na comunicação do problema. Houve um açodamento muito grande do governo querendo dar explicações, sem ter a serenidade adequada para enfrentar o problema e a sua complexidade", teria dito, apesar de o "açodamento" ter sido deles e da sua imprensa associada em especular e acusar e não do governo.

Sendo do partido que causou o maior e o verdadeiro apagão da história do Brasil, compreensivel a resistência e o inconformismo do tucano.

Do News Front

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

APESAR DO GOVERNO TUCANO DE SERRA SÃO PAULO CRESCE

Apesar da insegurança que um governo tucano transmite ao empresariado, em São Paulo a confiança no governo federal é maior.

Assim a indústria do estado de São Paulo fechou o mês de outubro com um saldo positivo de 9 mil empregos, de acordo com dados divulgados hoje (11) pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Os setores que mais contrataram em outubro foram os de veículos automotores (1.763 vagas), produtos têxteis (1.504) e preparação de couros (1.262).

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

ELEIÇÕES 2010 - JOSÉ SERRA VIAJA PARA FUGIR DO DEBATE COM AÉCIO

"Até o final do mês de dezembro contem comigo", teria dito Aécio referindo-se à sucessão de 2010. Acredita com razão o tucano mineiro que uma decisão só lá em março, como deseja Serra compromete alianças.

"Se o partido optar, e eu respeitarei essa decisão, por alongar um pouco mais esse prazo eu vou voltar-me integralmente para Minas Gerais... A forma de eu poder e até tentar dar ou ajudar a dar aqui, ao lado dos meus companheiros, uma vitória a um outro candidato do PSDB seria mergulhando aqui na nossa campanha, sendo candidato ao Senado", teria justificado.

Revelou manter conversas com outros partidos para alianças em torno da candidatura tucana ao Palácio do Planalto, citando nominalmente PTB, PP e PDT aliados em Minas, mas vinculados a Lula no plano federal.

"O que eu percebo é que todas elas aguardam uma definição mais clara no campo das oposições para poderem se posicionar", teria externado sua preocupação maior.

Mas Serra encontrou um jeito, na semana viajará a Istambul, na Turquia, para uma Conferência Urban Age sobre o futuro das cidades, espera-se sem enchentes.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

ELEIÇÕES 2010 - SERRA VIAJA PARA FUGIR DO DEBATE COM AÉCIO

"Até o final do mês de dezembro contem comigo", teria dito Aécio referindo-se à sucessão de 2010, acredita com razão o tucano mineiro que uma decisão só lá em março como deseja Serra compromete alianças.

"Se o partido optar, e eu respeitarei essa decisão, por alongar um pouco mais esse prazo eu vou voltar-me integralmente para Minas Gerais... A forma de eu poder e até tentar dar ou ajudar a dar aqui, ao lado dos meus companheiros, uma vitória a um outro candidato do PSDB seria mergulhando aqui na nossa campanha, sendo candidato ao Senado", teria justificado.

Revelou manter conversas com outros partidos para alianças em torno da candidatura tucana ao Palácio do Planalto, citando nominalmente PTB, PP e PDT aliados em Minas, mas vinculados a Lula no plano federal.

"O que eu percebo é que todas elas aguardam uma definição mais clara no campo das oposições para poderem se posicionar", teria externado sua preocupação maior.

Mas Serra encontrou um jeito, na semana viajará a Istambul, na Turquia, para uma Conferência Urban Age sobre o futuro das cidades, espera-se sem enchentes.

C/ Blogs

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

VERGONHA NACIONAL - OS PEDÁGIO DE SERRÁGIO

Pedágio é suspenso em duas praças.

A Artesp (agência reguladora dos transportes públicos de SP) suspendeu o pedágio em duas praças da rodovia Raposo Tavares, em Caiuá e Presidente Bernardes, a cerca de 590 km da capital. Ficou alegre ? Calma! A medida vale até o fim da reconstrução da via, que cedeu por completo no último domingo. Os motoristas têm de percorrer 108 km a mais no desvio sugerido pela concessionária, a Cart.

Mais pedágios do José Serra

No dia 22 de outubro, moradores de Atibaia (60 km de SP) conseguiram liminar na Justiça para não pagar pedágio na nova praça instalada no km 79 da rodovia D. Pedro 1 (SP-065).

Liminar beneficia cerca de 4.000 moradores de pelo menos seis bairros, que serão cadastrados. A rodovia liga Campinas e Jacareí e está sob concessão da Rota das Bandeiras, do grupo Odebrecht. Pedágio custa R$ 4,60 para carros e R$ 2,30 para motos.

Novo Pedágio

A rodovia Dom Pedro 1º em São Paulo, passou a operar com um novo modelo de cobrança de pedágio a partir da meia-noite de terça-feira. No km 26,5, na cidade de Igaratá (SP), a tarifa será de R$ 5,80 para automóveis e por eixo comercial e de R$ 2,90 para motos.

Na praça de Atibaia (SP), localizada no km 79,9, o valor será de R$ 4,60 e R$ 2,30, respectivamente. No município de Itatiba, que fica no km 110,1, carros de passeio e eixo comercial pagarão R$ 5,60 e motociclistas, R$ 2,80. A cobrança ocorrerá em cada sentido da rodovia. Aqui

Por: Helena

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

ATENÇÃO - PERMANÊNCIA DE YEDA A FRENTE DO ESTADO TORNOU-SE INSUSTENTÁVEL

A presidente da CPI da Corrupção, Stela Farias (PT), encaminhou ao procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Geraldo da Camino, mais documentos de compras feitas pela Casa Militar do Estado do Rio Grande do Sul para suposto uso particular da governadora Yeda Crusius, nesta sexta-feira. Desta vez, os comprovantes referem-se a aquisições de objetos de cama, mesa e banho, como lençóis e toalhas de alta qualidade, no valor total de R$ 3,1 mil, durante o ano de 2007.

"Todos são artigos de luxo adquiridos com dinheiro público, sem tomada de preço e sem justificativa, comprados em uma loja de artigos sofisticados e cujo destino é desconhecido, o que mostra, mais uma vez, a confusão que a governadora faz entre o público e o privado", afirmou Stela.

Segundo Stela, há mais documentos indicando compras semelhantes, no mesmo ano, no valor de R$ 31 mil. Pelo menos parte do material foi destinada ao Palácio das Hortênsias, residência oficial do governo gaúcho em Canela, na serra.


Da Camino vai analisar os papéis e, se entender que é o caso, anexá-los ao pedido de inspeção especial nos gastos da Casa Civil e da Casa Militar feito na quarta-feira ao Tribunal de Contas do Estado para verificar se o pagamento de material de construção e móveis infantis destinados à residência particular da governadora Yeda Crusius (PSDB), objeto de representação feita por Stela na semana passada, teve finalidade pública ou não.

Até o início da noite, a administração estadual ainda não havia comentado a nova atitude e a manifestação da presidente da CPI. O secretário da Transparência, Francisco Luçardo, disse que vai tomar informações da Casa Militar para fornecê-las a Da Camino.

Sempre que abordaram as compras para a casa de Yeda, representantes do Palácio Piratini disseram que a administração estadual entende que a legislação permite tais aquisições por considerar a residência particular da governadora como uma extensão da residência oficial, na qual podem ser feitas benfeitorias para dar conforto e segurança para os moradores e eventuais visitas e também criar um ambiente adequado ao trabalho fora do horário de expediente.

C/A

terça-feira, 13 de outubro de 2009

NO SANTUÁRIO DE APARECIDA SERRA FALA EM "NOSSAS FAMÍLIAS" E REVOLTA INTERNAUTAS

Será que quando o Serra fez a declaração abaixo ele estava pensando em qual família: Daslu, FHC, SERRA, que não estão usufruindo da grana tanto quanto usufruiam antes, pois só isso justifica esse comentário tão hipócrita, pois das famílias carentes ele não estava falando, já que o mesmo colocou dificuldades pra participar do programa Minha Casa Minha Vida.

"..tenham como preocupação central abrir oportunidades a nossas famílias: oportunidades de trabalho, de cultura, em um ambiente de espiritualidade fraterna.".

Eu ainda não sei se esse comentário é pra morrer de rir ou morrer de raiva, pois eu nunca vi tanta hipocrisia, esse homem não tem a menor condição de ser vice nem de escolinha de samba de bairro, que dirar ser presidente do Brasil.

Por Nice

domingo, 4 de outubro de 2009

A Inveja é uma Merda - Lula critica quem acredita que haverá corrupção nos gastos olímpicos

Depois da vitória do Rio para sediar os Jogos Olímpicos de 2016, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou hoje (4) em Bruxelas (Bélgica) quem tem dito que haverá corrupção nos gastos das obras. Para ele, ficar com esse argumento agora seria colocar o Brasil outra vez no "papel pequeno que alguns querem colocar todo santo dia”. E completou: “Certamente, o povo brasileiro saberá fiscalizar o uso do dinheiro”.

Lula disse ainda que tem uma preocupação – de que falte rapidez para o início das obras e elas acabem ficando para serem feitas em cima da hora. “Tem gente que sabe que tem que votar numa época do ano, mas deixa para tirar o título faltando meia hora para fechar o cartório”, comparou. “Eu acho que agora nós temos apenas que levantar a cabeça e em vez de ficar de sapato alto, dizer: nós agora temos uma tarefa a mais, vai exigir mais trabalho, mais competência e temos que criar essas condições”.

Segundo o presidente, não se pode minimizar a Copa no Brasil agora que o país também vai sediar uma Olimpíada, porque as obras feitas para 2014 também vão servir para 2016. “Precisamos começar a trabalhar, sobretudo, a mobilização urbana, que é construir as obras necessárias para a Copa do Mundo e, obviamente, 80% do que fizermos para a Copa do Mundo vão servir para as Olimpíadas”, afirmou.

C/A

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Números com Crises - 800 mil empregos: FHC em 4 anos; Lula em 4 meses

Se em termos de política econômica, a senadora Marina Silva (PV-AC) quer comparar o governo Lula ao de FHC (...), mesmo nessa área de juros e superávit precisa considerar que hoje temos o menor juro real da nossa história e o menor superávit.

E o governo Lula os conquistou com a volta do crescimento e do emprego - aliás uma diferença e tanto com os anos FHC, quando tivemos desemprego no primeiro mandato e uma criação mínima de vagas no segundo mandato.

Em todo o segundo período FHC (quatro anos, 1999-2002) criaram-se 800 mil empregos. O o que eles criaram em quatro anos, o governo Lula cria, em média, a cada quatro meses.

Além disso, quando a pré-candidata Marina diz que como ministra do meio ambiente liberou as principais obras públicas, concorda que o governo Lula combinou a autorização à realização dessas obras, imprescindíveis ao nosso desenvolvimento, com a proteção ao meio ambiente e dentro do príncipio da precaução e da compensação ambiental.

C/A

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Serra, Aécio e PSDB defendem "princípios éticos" de Yeda no RS

“Manifesto assinado pelo governador de São Paulo e por lideranças nacionais do PSDB dá total solidariedade à governadora do Rio Grande do Sul, acusada pelo Ministério Público Federal de integrar uma quadrilha que estaria instalada no aparelho de Estado. Documento destaca longa trajetória política de Yeda, "construída com competêncis e respeito a princípios éticos". Neste momento, governadora gaúcha é alvo de um processo de impeachment na Assembléia Legislativa. CPI investiga fraude que pode ter desviado mais de 340 milhões dos cofres públicos.

Redação, Carta Maior

governador de São Paulo, José Serra, assinou um manifesto do PSDB em defesa da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, acusada pelo Ministério Público Federal do RS de integrar uma quadrilha que estaria instalada do aparelho de Estado. O manifesto destaca a "competência e o respeito a princípios éticos" de Yeda e dá total solidariedade à governadora que enfrenta um processo de impeachment na Assembléia Legislativa do RS. O texto afirma:

"A direção nacional do PSDB, os governadores eleitos pelo PSDB e os líderes partidários vêm reiterar o enorme respeito que têm pela governadora Yeda Crusius e por toda a sua longa trajetória política, construída com competência e respeito a princípios éticos.

Estamos seguros de que a governadora saberá responder a cada uma das acusações que lhe são imputadas por seus opositores no Estado.

Lamentamos ainda que a radicalização do quadro político no RS esteja colocando em segundo plano a importante obra administrativa do Governo Estadual, que vem buscando, com extrema seriedade, o equilíbrio das contas públicas e o resgate da credibilidade interna e externa do Estado.

Com este documento tornamos pública nossa total solidariedade à governadora Yeda Crusius, ao PSDB do RS e aos nossos aliados".

Assinam o documento:

José Serra - Governador de São Paulo
Aécio Neves - Governador de Minas Gerais
Teotônio Vilela Filho - Governador de Alagoas
José de Anchieta Junior - Governador de Roraima
Sérgio Guerra - Senador, presidente do PSDB
Arthur Virgílio - Senador
José Aníbal - Deputado Federal

Leia também no site Carta Maior:

Governadora do RS acusada de integrar quadrilha criminosa
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16111

Por chicão dois passos

sábado, 5 de setembro de 2009

Justiça libera para CPI documentos da PF que revelaram os malfeitos de Yeda

A juíza Simone Barbisan Fortes, da 3ª Vara da Justiça Federal de Santa Maria (RS), determinou na quarta-feira que os integrantes da CPI da Assembléia Legislativa do Estado que investiga as denúncias de corrupção no governo Yeda Crusius (PSDB) tenham acesso aos documentos da Operação Rodin, da Polícia Federal. Os documentos referentes às ações abertas a partir da Operação Rodin, da PF, revelam provas contra 40 réus das ações penal e civil pública, suspeitos de participarem no desvio de R$ 44 milhões dos cofres do Detran do Rio Grande do Sul.

Também foi autorizado o acesso pela CPI aos documentos referentes à ação civil por improbidade administrativa contra Yeda e mais oito pessoas ligadas ao seu governo.

“É uma iniciativa que demonstra a confiança que os órgãos de fiscalização e controle e o Poder Judiciário estão depositando no trabalho que começamos a desenvolver na Assembléia”, afirmou a deputada Stela Farias (PT), presidente da CPI e autora dos pedidos.

Entretanto, os deputados pró-Yeda, ao saber da decisão da Justiça, foram pressionar o presidente da Assembléia Legislativa, Ivar Pavan (PT), para que não permita a utilização pela CPI dos documentos que incriminam o governo tucano. A reação é liderada pelo deputado Coffy Rodrigues (PSDB), que foi nomeado relator da CPI. A atuação de Coffy na comissão recentemente instalada, até aqui, tem se resumido em colocar obstáculos para que não sejam investigadas as maracutaias de Yeda.

C/A

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

MP denuncia 9 ex-prefeitos de MG por Máfia dos Sanguessugas

O Ministério Público Federal (MPF) em Montes Claros (MG) denunciou nove ex-prefeitos de oito municípios mineiros por crimes decorrentes do esquema praticado pela chamada Máfia das Sanguessugas. Eles são acusados de fraudar licitações para a compra de ambulâncias e equipamentos médico-hospitalares.

Em todos os casos houve superfaturamento, com sobrepreço (diferença do preço de compra em relação ao valor de mercado) que variou de 21,66% a 64,30%. No entanto, conforme os fatos ocorridos em cada município, teriam sido cometidos ainda outros crimes, como adulteração da qualidade do bem (veículo já usado era entregue como novo ou não apresentava todos os equipamentos previstos em edital), corrupção, falsidade ideológica e aplicação indevida de verbas federais da saúde.

Foram denunciados Aier Nonato de Souza Ferreira (ex-prefeito de Bonito de Minas), Getúlio Andrade Braga e Antônio Antunes Pinto (ex-prefeitos de Brasília de Minas), Manoel Nonato (ex-prefeito de Cônego Marinho), Lúcio Balieiro Gomes (ex-prefeito de Espinosa), Orivaldo Alves de Oliveira (ex-prefeito de Ibiracatu), Manoel Carlos Fernandes (ex-prefeito de Pedras de Maria da Cruz), Carlúcio Mendes Leite (ex-prefeito de Mirabela) e José Francisco da Silva (ex-prefeito de Varzelândia).

Também foram denunciados o ex-deputado federal Júlio César Gomes dos Santos (mais conhecido como Cabo Júlio); o empresário Luiz Antônio Trevisan Vedoin e seu sogro, Luiz Aires Cirineu Neto, além de João Pereira Teixeira (chefe de gabinete do então deputado federal Cleuber Brandão Carneiro).

Segundo o MPF, os recursos públicos para compra das ambulâncias eram provenientes de emendas ao orçamento patrocinadas pelos ex-deputados federais Cleuber Carneiro e Cabo Júlio. Cleuber Carneiro, que já responde a uma ação penal na Justiça Federal do Mato Grosso por participação no esquema, destinou emendas para todos os municípios, à exceção de Ibiracatu, que recebeu recursos provenientes de emenda do ex-deputado Cabo Júlio.

Segundo a denúncia, os parlamentares tinham papel fundamental nas fraudes, já que eram os responsáveis pelo direcionamento das verbas aos municípios, condicionando-as à realização de licitações nos moldes arquitetados pelos criadores do esquema.

Em depoimento à Polícia Federal, um integrante da Comissão de Licitação do Município de Ibiracatu informou que "antes da realização do Processo Licitatório, o prefeito falou ao declarante que o deputado federal Cabo Júlio havia 'conseguido' uma ambulância para o município; que, contudo, para que a ambulância fosse efetivamente entregue, o deputado condicionou que somente deveriam participar do processo licitatório as empresas por ele indicadas", encaminhando posteriormente ao município as propostas e respectivas documentações das empresas participantes da licitação.

O deputado Cleuber Carneiro agiria de modo semelhante, intermediando o contato entre o grupo empresarial, geralmente representado por Luiz Aires Cirineu Neto, e os municípios. Em alguns casos, o contato era feito, em nome do deputado, por seu assessor, João Pereira Teixeira. Prefeitos ouvidos pela Polícia Federal confessaram ter recebido dele indicações expressas de quais empresas deveriam participar da licitação, inclusive com o encaminhamento da respectiva documentação.

Por: Helena ™

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Denúncia - Cultura corta programação para fazer propaganda política

Mantida pelo governo José Serra, TV mostrou ao vivo lançamento de Universidade Virtual.

Presidente de fundação que administra a emissora disse que a transmissão foi para chamar atenção do público para um fato importante.

Mantida com recursos do governo estadual, a TV Cultura interrompeu ontem, por três vezes, sua programação para exibição, ao vivo, do lançamento da Universidade Virtual do Estado de São Paulo, com destaque para a presença do governador José Serra (PSDB). Só o discurso de Serra consumiu quatro minutos e 11 segundos originalmente destinados ao programa "Viva Pitágoras".

Nos moldes das notícias apresentadas em caráter extraordinário, flashes invadiram a programação a partir das 13h. Sob o título "Jornal Cultura informa", a primeira interrupção ocorreu durante o programa "Ao ponto" e mostrou a chegada de Serra e o momento em que a placa de inauguração do Espaço Univesp foi descerrada.

Ainda durante o "Ao ponto", foi exibido o discurso de Paulo Markun, presidente da Fundação Padre Anchieta, que é administradora da TV e da Rádio Cultura. Markun enalteceu o esforço de Serra para a estreia de dois canais digitais: o Univesp TV e o MultiCultura.

Markun justificou a exibição sob o argumento de que um canal aberto dedicado à programação da universidade virtual "é suficientemente relevante para haver transmissão".

Segundo ele, essa foi uma maneira de "chamar atenção do público" para algo importante para a sociedade.

Graças a um convênio de cerca de R$ 18 milhões anuais, a TV Cultura exibirá a programação da universidade virtual.

Em seu discurso, Serra anunciou a concessão de bolsas de inglês e espanhol para alunos do ensino técnico e sugeriu que seus secretários fossem professores voluntários da universidade. Ele disse que só não participaria dos cursos para evitar acusação de uso da máquina.

"Por favor, não me venham escrever de novo que isso aqui é um lance para a campanha presidencial", disse o governador, após o evento.

Lula

À saída, Serra reagiu às declarações de véspera do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo quem o Estado não reconhece a participação do governo federal na obra do Rodoanel. Segundo Serra, "o presidente Lula não foi bem informado".
Afirmando que há "um trabalho de boa cooperação com o governo federal", Serra pediu que a imprensa exibisse filmes e painéis sobre as obras para comprovar o reconhecimento.

"Não vou alimentar nenhuma intriga claramente de natureza eleitoral. Não tivéssemos na véspera de eleição não teríamos essas propagandas enganosas do PT, nem o presidente teria sido mal informado de como as obras foram apresentadas", disse Serra.

O governador disse ainda que, com o aumento do custo da obra (de R$ 3,6 bilhões para R$ 4,5 bilhões), pretende reivindicar maior participação do governo federal, de R$ 1,2 bilhão para R$ 1,5 bilhão.

Serra alegou ter convidado Lula "numerosas vezes" para visita à obra e reiterou o convite. Sobre eventuais atrasos no cronograma de obras do Estado, Serra confessou: "Você acha que tem alguém no mundo inteiro mais interessado em terminar depressa do que eu?"


Por: July

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Serra, em vez de corrigir o currículo no Senado, agride quem avisa que está errado

Muito estranho o comportamento de José Serra (PSDB/SP), quando o senador Aloisio Mercandante (PT/SP) avisou que, no Anuário do Senado, o currículo de José Serra aparece com informações falsas:

- Serra colocou engenheiro e economista. Ele não é engenheiro, porque não se formou na graduação... - disse Mercadante.

Em vez de José Serra pedir correção, ou emitir uma simples nota de esclarecimento, perdeu o controle emocional, xingando Mercadante.

Mercadante voltou ao assunto no Senado, reafirmando suas palavras e condenou as críticas do governador tucano:

- Nos currículos do Serra como senador consta que ele é engenheiro, mas na realidade ele nunca concluiu a graduação. Ele me atacou violentamente. Acho que ele cresceria se reconhecesse que cometeu um erro, com humildade. Não dá para atacar a Dilma dessa forma pelo mesmo erro que ele cometeu durante anos. Fiz a crítica de forma respeitosa e espero que ele retire as grosserias que disse - afirmou.

Por que Serra perdeu o controle emocional por algo aparentemente sem maiores consequências?

Serra não esconde que não é graduado em Engenharia, então qual a razão para se irritar tanto por um erro na publicação do currículo no Anuário do Senado, em vez de simplesmente solicitar correção?

A razão pode estar naquilo que já escrevemos em nota anterior:

Há sérios questionamentos se a graduação em economia, que ele alega ter, é válido no Brasil.

Se provarem que Serra não é economista de fato, ele cai na situação criminosa semelhante a de um médico que exerce a profissão sem ser formado.

Já em 2002, um jornalista do próprio PIG (Cláudio Humberto), denunciava que Serra não tinha diploma de graduação em curso superior, através da nota:

O Conselho Regional de Economia da Paraíba checou o que esta coluna divulga desde janeiro: José Serra não é mesmo formado em Economia e está impedido usar a qualificação. Aliás, não é formado em coisa alguma. Como Lula, não tem diploma. Os paraibanos pediram ao Conselho Federal de Economia uma ação judicial contra ele, por exercício ilegal da profissão.

De fato, entre as diversas versões de currículos de José Serra espalhados por aí, com informações diferentes, a atual, mostrada no portal do governo paulista, traz uma estranha informação:

Diz que obteve diploma de mestre, mas usa uma construção de texto completamente anormal, para omitir de dizer se obteve diploma de economista, em nível de graduação.

Continuo achando picuinha menor esse tipo de discussão sobre erros de currículos, pois quem já alcançou cargos de ministro, ou governador, não precisa ser avaliado por títulos acadêmicos e sim pelo desempenho como político e governante. Mas... o mesmo PIG (imprensa golpista) que usa um erro de informações em currículo como arma política para atacar Dilma, precisa engolir que Serra cai na mesma situação.

O que pode haver de realmente grave, no caso de Serra, é o exercício ilegal da profissão. Talvez isso explique o destempero do tucano.

Por: Zé Augusto

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Confirmado - Empresário liga propina ao comando da Alstom

Romeu Pinto Jr. diz que "offshore" foi aberta por diretor que chegou a vice da multinacionalMCA Uruguay, representada pelo empresário, era usada, segundo o Ministério Público suíço, para trazer dinheiro da Europa para o Brasil.

O suposto pagamento de propina a políticos para conseguir contratos com o governo de São Paulo partiu da cúpula da Alstom em Paris, segundo depoimento ao Ministério Público do empresário Romeu Pinto Junior. Ele tem conhecimento de causa sobre o assunto: representava a MCA Uruguay, empresa que a Alstom usou para trazer o dinheiro da Europa para o Brasil, de acordo com o Ministério Público da Suíça.Pinto Junior afirma que a MCA Uruguay foi aberta por Phillipe Jaffré, diretor financeiro da Alstom que chegou a vice-presidente da multinacional francesa. A MCA é uma "offshore", tipo de empresa que paga menos impostos, por funcionar em paraísos fiscais, e permite que seus controladores não sejam conhecidos pelas autoridades. Apesar do nome, a MCA foi aberta nas Ilhas Virgens Britânicas, no Caribe.

A Alstom depositou pouco mais de US$ 1 milhão nas contas da MCA entre outubro de 1998 e fevereiro de 2002 -o valor exato é de US$ 1.006.516,02 (R$ 1,86 milhão hoje).A Alstom está sob investigação no Brasil sob suspeita de ter pago propina a políticos do PSDB para obter contratos para fornecer equipamentos para uma subestação de energia e para o Metrô.No último dia 5, a Justiça decidiu bloquear contas na Suíça atribuídas a Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, e a Jorge Fagali Neto, irmão do presidente do Metrô. Ambos negam ter tido negócios com a Alstom.

Pinto Junior confirmou em depoimento ao promotor Silvio Marques e do procurador Rodrigo de Grandis a suspeita de que os contratos de consultoria da Alstom com brasileiros eram um disfarce para pagamento de propina porque o serviço contratado não era prestado: "O declarante afirma que não prestou os referidos serviços relacionados nos recibos (invoices) emitidos pela MCA Uruguay".

O dinheiro vinha para o Brasil por meio de doleiros indicados pelo diretor financeiro da Alstom, ainda de acordo com o empresário brasileiro.Pinto Junior diz que não sabe qual seria o destino final do dinheiro: "O declarante recebeu os valores mencionados no Brasil, na sua casa, mas não ficou para si com qualquer quantia, pois teve de indicar as quantias para pessoas indicadas para Jaffré. O declarante recorda-se que entregava os valores em restaurantes a motoboys indicados por doleiros".As contas da MCA em Zurique, na Suíça, e em Luxemburgo eram controladas por Jaffré e por Pinto Junior, de acordo com o empresário brasileiro.Pinto Junior diz que foi contratado pelo diretor financeiro da Alstom para ajudar a implementar um contrato com a Eletropaulo que estava parado. Chamado de projeto Gisel (Grupo Industrial para o Sistema Eletropaulo), o contrato de cerca de R$ 110 milhões foi executado a partir de 1998.

A MCA receberia 7,5% do valor dos contratos que a Alstom assinasse com a Eletropaulo, segundo Pinto Junior. Manuscrito em francês apreendido diz que a empresa estava disposta a pagar "comissão" a políticos para fechar negócio com a Eletropaulo e cita as iniciais R.M. -que a Promotoria acredita ser de Robson Marinho.

O diretor da Alstom que contratou Pinto Junior era prestigiado na empresa. Quando ele morreu de câncer, em 2007, o atual presidente, Patrice Kron, ressaltou "o papel essencial que teve na recuperação" da companhia entre 2003 e 2004, quando a Alstom quase quebrou. Para Kron, o executivo "apresentou visão, competências e disponibilidade que (...) permitiram salvar a empresa".

Por Jussara Seixas

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O Grande Hipocrita - Virgílio cobra dos outros aquilo que ele não segue, mostra o senador Wellington Salgado

A Petrobrás planeja investir mais de R$ 1 bilhão em universidades e institutos de O senador Wellington Salgado (PMDB/MG) afirmou que o líder tucano na Casa, Arthur Virgílio (AM), fabricou um “padrão de qualidade ética” para fazer representações contra o senador José Sarney “que nem ele mesmo se enquadra no padrão por ele criado. Isto é o que meu líder (Renan Calheiros) tem mostrado”.

“O que o meu partido está fazendo é dizer que este padrão ético que Virgílio está criando nem ele mesmo se enquadra. Ele e mais alguns, melhor dizendo. Primeiramente estamos falando dele...”, ressaltou, lembrando as acusações que pesam contra o amazonense. “Não se pode pegar dinheiro e depois não pagar. Não se pode pagar com dinheiro do Senado pra alguém que está no exterior”, observou, em entrevista ao Terra Magazine.

Segundo o senador mineiro, “este será o Senado com a maior quantidade de suplentes da história. Se for nessa linha [do Virgílio], vai ser o Senado dos suplentes porque este padrão de ética é fora da realidade”. “Vai todo mundo para o Conselho de Ética e vai ter cassação pra tudo quanto é lado”, advertiu Wellington.

Wellington Salgado disse que é equivocada a interpretação da mídia que o presidente Lula teria mudado o discurso em relação ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB/AP). “O Lula é a favor de Sarney, mas o presidente da República sabe que não deve intervir em assuntos do Senado”, afirmou

“Não pode encontrar o boi de piranha. Com isso eu não concordo. Pegar o presidente Sarney e jogar uma série de responsabilidades em cima dele. Isto é um absurdo. Não acho certo cobrar mudanças e acusar uma única pessoa”, disse o senador, assinalando que o PSDB não tem discurso forte, porque o Brasil melhorou com Lula e só resta a Virgílio “tentar acusar companheiros pra ver se sai desta confusão melhor do entrou”.

C/A

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Eleitores Petistas Tremeis - Candidatura Serra cresce e se solidifica

José Serra já tem na mira os inimigos da nação.

O tempo do reinado da ditadura lullopetista se conta agora em dias, não mais em anos pois é avassaladora a onda ético-gerencial que se levanta rumo às grimpas do Planalto Central do país, varrendo toda a bandalheira comunista por onde passa, crescendo e se solidificando a cada dia mais em torno daquele cujo o destino manifesto é remir o Brasil e libertar seu povo das garras do marxismo ateu internacional. Este excelso tribuno do povo, que hora atende no Palácio dos Bandeirantes, se mudará em breve para o Palácio do Planalto, sagrando-se o mais legítimo mandatário da nação.

Ele é o mais preparado para salvar o país da crise abissal que Lula impôs a economia e a sociedade nacional. Graças a sua liderança inconteste a frente da máquina governamental e a sua grande capacidade de tomar decisões de maneira autônoma e independente, sem perder tempo consultando auxiliares ou técnicos, evitando-se assim o dissenso e as opiniões contraditórias, imprimindo grande dinamismo ao governo e fortalecendo a gestão, sob seu comando seremos levados a uma nova era de cem anos de progresso inexoravelmente arrebatador.

Outra grande qualidade é a sua imunidade às interpelações da gentalha vil que só interessa em tumultuar a nação e impedir a boa governança com questões menores e facilmente resolvida pelo aparato de segurança pública. O ofuscante brilho de seu trabalho é a marca pessoal desse grande homem bom de São Paulo o qual a grande maioria dos empresários, banqueiros, investidores e demais homens de bem ansiosamente aguarda vê-lo reluzir na cadeira de mandatário maior do Brasil, iluminando a todos e pondo fim às trevas que o comunismo ignaro fez deitar sobre nós com o governo do apedeuta bolchevique. É chegada a hora de todos nós nos levantarmos e caminharmos juntos pela grande estrada que o levará triunfalmente a Brasília. Avantes, marchamos sem temor pois ninguém desafiará nossa galhardia pois lutamos por José Serra Presidente do Brasil. Amém!

Do Professor Hariovaldo

terça-feira, 14 de julho de 2009

Operação do iFHC assemelha-se à burlar licitação com aditivo de 120%

Conforme denunciado o iFHC (Instituto Fernando Henrique Cardoso) apropriou-se de R$ 5,7 milhões do dinheiro público dos impostos, via renúncia fiscal, para digitalizar o acervo do ex-presidente.

Antes de terminar o serviço e antes de prestar contas, já apresentou novo projeto para apropriar-se de mais R$ 7 milhões de impostos públicos para "concluir a obra".

Ora, o fato é análogo à uma empreiteira que faz o orçamento para uma ponte, só constrói um pedacinho da ponte, e depois pede um aditivo de 120% sobre o valor original para terminar.

Os R$ 7 milhões (aditivo de 120%) a serem tungados da saúde, educação, segurança pública, em prol do culto à personalidade de Fernando Henrique Cardoso, precisam ser VETADOS pelo Ministério da Cultura.

Nunca é demais lembrar: O iFHC gasta 10 vezes mais do que a Fundação José Sarney para fazer serviço semelhante. Há um claro indício de super-faturamento no iFHC.

Por: Zé Augusto

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Hipocrisia - Agora, senadores recorrem ao MPF como tábua de salvação. Lembraram até do apoio da sociedade.

Os senadores Sérgio Guerra (PSDB-PE), José Nery (PSOL-PA), Marisa Serrano (PSDB-MS), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Renato Casagrande (PSB-ES) querem, agora, utilizar uma representação endereçada ao Ministério Público para desencadear um processo de investigação das irregularidades do Senado e chegar aos responsáveis para melhorar a imagem da Casa. O chamado "grupo ético", integrado por senadores de diversos partidos, após uma reunião deliberativa, nesta quarta-feira, 8, decidiu ir ao MPF para que as denúncias de irregularidade na Casa sejam apuradas. O mesmo grupo quer a constituição do Conselho de Ética

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) diz que é a melhor saída para que ao Senado seja investigado e que os envolvidos sejam punidos de forma correta. "A representação é o instrumento mais forte que nós podemos utilizar, é uma representação ao Ministério Público que vai instaurar os procedimentos para investigação judiciária e conseqüente responsabilização civil e criminal dos eventuais envolvidos. Nós não temos outra atitude mais forte do que essa", disse.

"Vamos reunir os partidos e assinar uma representação dirigida ao MP selecionando os indícios relevantes que já foram apontados sobre irregularidades existentes no Senado. Vamos buscar também apoio da sociedade, entidades representativas e personalidades da sociedade brasileira que se disponham a assinar essa representação", disse Dias. Lembraram do apoio da sociedade.

Ainda não se sabe quantos partidos vão assinar a representação cujo texto ainda está sendo elaborado, mas segundo o senador, é quase certo que partidos como PSDB, DEM e Psol estejam no meio.

A idéia dos senadores é que seja feita uma ampla representação solicitando ao MPF que investigue o Senado como um todo em seus últimos anos de administração. Além disso, na reunião de hoje o grupo decidiu que vai pedir a imediata recomposição do Conselho de Ética da Casa.

Segundo o senador José Nery (Psol-PA), é preciso que o colegiado seja reinstalado o mais rápido possível para que possa ser julgada a representação feita pelo Psol contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP).

Apesar de já existirem investigações em curso no Senado que contam com o acompanhamento de membros de outros órgãos de controle como o Tribunal de Contas da União (TCU), o senador explica que uma exclusiva do MPF teria mais isenção.

"Vamos aqui fazer a investigação no Conselho de Ética naquilo que nos cabe investigar, a conduta quanto à ética e ao decoro. E vamos ao Ministério Público Federal para uma investigação completa", disse José Nery.

Ao deixar a reunião, Pedro Simon (PMDB-RS) defendeu o afastamento de Sarney da Presidência do Senado, até que sejam apuradas todas as denúncias envolvendo o nome dele. Ele ressaltou, no entanto, não se tratar de um movimento para criminalizar o presidente da Casa, mas de uma necessidade para que o Senado não continue a se desmoralizar perante à sociedade.

Sobre a interferência do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na questão da crise do Senado, Simon disse considerar que foi uma atuação "trágica que lembrou menos o líder sindical do que um sexto general presidente". Estiveram reunidos também os senadores Sérgio Guerra (PSDB-PE), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Marisa Serrano (PSDB-MS) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).Opine.

Por Maurício Nogueira

sábado, 4 de julho de 2009

Escândalo dos livros didáticos de SP é vexame com dinheiro público

O deputado estadual Olímpio Gomes (PV), o major Olímpio, fez uso da tribuna na quinta-feira da semana passada para denunciar outra leva de material didático com problemas graves distribuído pelo governo de São Paulo aos estudantes da rede pública.

Desta vez, 50 mil mapas-mundi com erros foram distribuídos para as cinco mil escolas do Estado. “Mais um vexame com o dinheiro público”, lamentou.

De acordo com major Olímpio, os quatro casos que apareceram até agora (..) deveriam ser investigados por uma CPI. “Há muito tempo que temos escândalos em relação à distribuição de material didático: livros com datas erradas, inapropriados para a faixa etária, com cunho pornográfico, fazendo apologia ao PCC”, descreveu o parlamentar.

No início do mês, ao surgirem as primeiras denúncias sobre livros com o conteúdo errado e até com conteúdo pornográfico, o secretário de Educação do Estado, Paulo Renato de Souza, foi chamado à Assembléia Legislativa para dar explicações.

Na ocasião, o deputado Olímpio denunciou que “o seu governador José Serra, no seu primeiro dia de seu mandato, assinou um decreto proibindo contratação de servidores públicos em todas as categorias. Assim é que faltam seis mil PMs, quatro mil policiais civis no Estado de São Paulo e temos esse buraco na Educação”, disse.

C/ Hora do Povo

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Caixa Dois Tucano - Oposição pressiona por CPI em Curitiba

A oposição intensifica mobilização para obter a instalação de uma CPI na Câmara Municipal de Curitiba, melhor instrumento para investigar as suspeitas de Caixa Dois e compra de candidaturas, feitas contra o prefeito da capital paranaense, o tucano Beto Richa, durante sua campanha a mais cara do Brasil proporcionalmente ao número de eleitores.

O Caixa 2 e a compra de 28 candidatos a vereador pelo PRTB - o partido estava coligado ao PTB e eles renunciaram às candidaturas para apoiar Richa, do PSDB - foram denunciados em gravação divulgada em cadeia nacional, no "Fantástico", da Rede Globo, no último domingo (21.06) e reforçados pelo empresário Rodrigo Oriente, que amplia o escândalo com a acusação de que R$ 134 mil (R$ 47 dos quais doados por ele) não foram informados na prestação de contas da campanha à justiça eleitoral.

O vídeo mostra integrantes do comitê eleitoral pró-reeleição de Richa dando dinheiro aos candidatos - o PRTB os expulsou em seguida. Conforme a denúncia contida no vídeo, além do dinheiro, eles se venderam, também em troca de bons cargos na administração tucana de Richa. Na semana passada e nesta, o prefeito Richa já demitiu mais de meia dúzia de funcionários de segundo e terceiro escalões envolvidos com o escândalo. "Quero ver ele demitir gente grande envolvida", desafia o empresário Rodrigo Oriente.

Que não se repita em Curitiba o que ocorre no Rio Grande

"O caso envolve pessoas vinculadas à prefeitura com cargos de carreira, secretário interino e ainda há promessa de cargos públicos em troca de apoio eleitoral", destaca o vereador Pedro Paulo, do PT, ao justificar a necessidade de instalação da CPI. A oposição precisa de 13 assinaturas para instalar a Comissão na Câmara Municipal e acredita ser de interesse dos 24 vereadores curitibanos que tudo seja apurado e que a verdade prevaleça em mais esse imbróglio tucano.

Agora, meus amigos, é pressionar para que se consiga instalar essa CPI e não ocorra em Curitiba o mesmo que acontece na administração do Rio Grande do Sul onde a governadora Yeda Crusius - "orgulho" dos tucanos, segundo o presidenciável de Minas, Aécio Neves (PSDB) - está blindada pelos tucanos e nada se apura no festival de escândalos e suspeitas de corrupção que a envolvem.

Que a população curitibana não permita a repetição dessa situação!

Por ZD

domingo, 14 de junho de 2009

Tucanos Disfarçam - Crescimento de Dilma não assusta

Apesar da última pesquisa CNT/Sensus registrar crescimento das intenções de voto na petista Dilma Rousseff, a oposição não acredita em virada a favor da candidata do governo nas eleições do ano que vem. A ministra cresceu em todas as listas e cenários do levantamento, que ouviu dois mil eleitores entre os dias 25 e 29 de maio.

Para o presidente do PSDB, Luiz Cláudio Campos, os números refletem a maior exposição da ministra com uso da máquina administrativa para fins eleitorais e também associada à doença de Dilma. Entretanto, ele descarta que a possibilidade de reversão na preferência dos eleitores e nem espera surpresa quanto ao resultado das urnas em 2010. “Ela é conhecida por 80% do eleitorado e tem rejeição de 30%. O uso do PAC para promover a candidata vai prejudicá-la quando, mais adiante, algumas promessas não se concretizarem”, avalia.

Questionado se a existência de dois pré-candidatos no PSDB seria outro fator para o crescimento da ministra, o tucano desconversa e afirma que o quadro é natural, pois tanto Aécio Neves quanto José Serra estão preocupados em governar seus respectivos Estados e não planejam usar a máquina pública para alavancar a campanha. “Quando definir o cabeça de chapa, os votos vão migrar de uma candidatura tucana para outra”, declara, em confiança à unidade do partido.

O democrata Marcos Montes também pondera que os números resultam dos holofotes colocados em Dilma e da alta aceitação do presidente Lula, enquanto a oposição não tem nome definido. Por outro lado, observa que a oposição se mantém à frente. “Seria um indicador denso de que realmente há o sentimento de mudança”, disse, analisando que o presidente não consegue transferir toda sua popularidade à candidata.

Dilma conseguiu empatar com o governador de São Paulo e potencial candidato do PSDB, José Serra, na pesquisa espontânea – em que os entrevistados respondem sem uma lista específica de nomes. Na pesquisa estimulada para o primeiro turno, Serra continua na liderança, mas teve queda de 45,7 para 40,4%. Dilma passou de 16,3%, em março, para 23,5% agora. Nessa lista, a ex-senadora Heloísa Helena (Psol) aparece com 10,7%.

Contra o governador Aécio Neves (PSDB), Dilma leva a melhor: tem 27,8% das intenções de voto e o tucano, 18,8%.

Por Gisele Barcelos

sábado, 6 de junho de 2009

Paredão da Mídia - Uma Análise Econômica (Quase Direcionada)??

Novamente a mídia terrorista. Novamente os concessionários dos serviços de televisão e rádio fazendo das suas para desqualificar por completo qualquer situação positiva do atual Governo. E consequentemente gerar enorme negatividade no coração e mente dos cidadãos, dos telespectadores, dos ouvintes, dos audientes que ligam o seu rádio ou seu televisor.

Desta feita na radio Bandnews FM o âncora chamou o comentarista econômico e queria a todo custo tirar-lhe uma resposta negativa sobre o andamento da economia brasileira.
Escolheu o dólar como vilão, mais precisamente a queda acentuada dos últimos dias e travou um diálogo mais ou menos assim:

Âncora: Meu caro Luiz Carlos Mendonça de Barros, eu não entendo muito de economia mas a entrada de quase 2 bilhões de dólares nos últimos dias na economia do país tá me cheirando a especulação financeira. E isso prejudicaria o país no longo prazo, porque com tamanha crise no mundo estão vindo investir no Brasil?

Luiz Carlos M. Barros: Na verdade o que está se passando é que tem uns três anos que o REAL transformou-se numa moeda forte, pertencente a uma economia sólida e o Brasil tornou-se atrativo para investimentos mundiais. (segurei meu sorriso)

Âncora: Sim, eu até concordo, mas fico me perguntando se esse dinheiro realmente será destinado para investimentos na produção, infra estrutura ou se apenas está chegando por sermos um país com as mais altas taxas de juros do mundo, entende? E se essa possível especulação não atrapalhe a nossa balança comercial.

Luiz Carlos M.B: Compreendo, mas a realidade é que devido a solidez do mercado brasileiro nesse momento (aqui não me contive e rachei de rir)os investidores estrangeiros estão mais que apostando e incentivando o mercado.

Âncora: Mas esses 2 bilhões de dólares já fizeram com que despencasse a cotação o que talvez prejudique os exportadores.

Luiz Carlos: Na verdade o dólar está chegando num patamar mais realista de seu valor de face. No mundo todo ele vem se desvalorizando há tempos. A questão é que o REAL está forte e muitos investidores pelo mundo ao invés de comprarem dólares estão passando a comprar o REAL. Isso é uma tendência devido a "solidez da nossa economia", independente da crise financeira mundial.
Nós sómos um dos poucos países do mundo que estamos numa posição favorável neste momento e recebendo muitos investimentos.

Âncora: Ahn... (imagino a cara de tonto nessa hora)

Luiz Carlos (continuando): E na verdade, o dólar deverá sofrer mais baixas ainda frente ao REAL aqui no Brasil porque essa semana o Governo Lula em sua visita a China fechou acordo comercial que irá gerar a entrada de 10 a 12 bilhões de dólares para investimentos na Petrobras e outras obras de infra estrutura, entende??
Fora isso estima-se ainda uma entrada de mais uns 4 bilhões de dólares para o grupo do Eike Batista que irá investir pesado na construção de uma nova siderúrgica no país. Isso para ficarmos apenas nesses dois exemplos.

Âncora (já completamente zonzo): Ok meu caro Luiz Carlos, até a semana que vem nesse mesmo horário.

Luiz Carlos: Ok, tenha um bom dia e até semana que vem!!!

Assim, naturalmente ví esse âncora perder o rebolado e enfiar a viola no saco!

Só fica uma pegunta:
Ei mídia terrorista e oposição lesa pátria, cadê a pior crise "tsunami" que engoliria o Brasil e consequentemente o Governo Lula?Será que novamente o "ex-operário" tinha razão e o tsunami não passou de marolinha??

A conferir...

Por Paulo Nei

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Não me abandonem - PIG chora perda do "bolsa-mídia" de FHC

Globo, Folha de São Paulo, Estadão e Veja são os latifúndios de mídia no Brasil.

Pois a secretaria de comunicação do governo Lula resolveu fazer uma reforma "agrária" nesse latifúndio.

Democratizou a publicidade governamental, passando a regionalizar e anunciar também em rádios e jornais do interior, quase sempre pequenas empresas.

De 499 veículos que tinham anúncios governamentais em 2003, o número saltou para 5.297 em 2009.

O valor da verba manteve-se, mas "grandes" veículos de alcance nacional passaram a receber menos, tendo que dividir o latifúndio de verbas com pequenas rádios e jornais no interior.

A Folha de José Serra que está à beira de um ataque de nervos, com a decadência, com o cancelamento em massa de assinaturas, subiu nas tamancas, ao ver parte das verbas de seu latifúndio serem divididas.

Como diz o ditado popular "farinha pouca, meu pirão primeiro".

O colunista Fernando de Barros e Silva, soltou uma coluna com o título "O Bolsa-mídia de Lula", que parece o mais puro lobismo em favor da oligarquia midiática.

Do alto de sua arrogância, acusa o governo de "comprar" a mídia de "segundo e terceiro escalões". Na cabeça deste senhor, existe uma sociedade de "castas" na mídia brasileira, onde a Folha estaria no "primeiro escalão".

Acusa as pequenas empresas de mídia de serem tocadas pelo próprio dono e por isso tornar-se-ia chapa branca ao receber verbas.

Estranho que sem analisar o conteúdo de qualquer um destes veículos que ele ataca, faz o diagnóstico que se aplica aos veículos das famílias Marinho, Frias, Mesquita e Civita, cujos donos sempre foram chapa-branca mediante verbas polpudas.

Barros, cinicamente e esnobe, desdenha da democratização da publicidade para pequenos veículos, fazendo ironias ao comparar com o bolsa-família:

"Enquanto, na superfície, Lula trata de fazer a sua guerra retórica contra a "imprensa burguesa", que lhe dá azia, no subsolo do poder a engrenagem montada pelo ministro Franklin Martins se encarrega de alimentar a rede chapa-branca na base de verbas publicitárias. É o Bolsa-Mídia do governo Lula." - Diz Barros.

No fundo ele reclama da perda do latifúndio do Mega-Bolsa-Mídia de FHC. Serra faz o que pode e o que não pode para suprir, mas não chega aos valores equivalentes do governo de FHC.

A democratização da publicidade na mídia, divide as verbas de acordo com critérios técnicos, de audiência e abrangência. As agências de publicidade, a rede Globo, as redes de rádios, sabem perfeitamente a diferença e os custos de uma propaganda regional e em cadeia nacional. Está aí o recente caso da SABESP, para dar um exemplo.

Por fim, a ira do colunista da Folha de José Serra, vira-se contra à blogosfera, quando ele insinua, de forma chula, que blogs que apoiam Lula seriam "comprados":

"Essa mídia de cabresto que se consolidou no segundo mandato ajuda a entender e a difundir a popularidade do presidente. E talvez explique, no novo mundo virtual, o governismo subalterno de certos blogs que o lulismo pariu por aí."

Barros não explica o serrismo, aecismo, yedismo subalterno que existe nos portais do PIG que ele defende, e é empregado...

Mas os piores pesadelos de Barros e Frias ainda estão por vir, pois a democratização mal começou.

Na verdade, o governo federal já avançou, mas ainda há muito por fazer na real democratização das verbas publicitárias, diante da realidade das novas tecnologias e diante das velhas oligarquias.

O que nós defendemos aqui, é algo muito mais abrangente e que ainda não foi feito, conforme a nota deste blog do dia 08/02/2009: "MICRO-MÍDIA: Blogueiros e outras mídias alternativas UNÍ-VOS !!!"

Da mesma forma que o governo criou o micro-crédito, deveria criar um programa "MICRO-MÍDIA".

O micro-crédito obriga os bancos a emprestarem 2% dos recursos para operações de crédito popular e microcrédito produtivo.

Um programa MICRO-MÍDIA pode obrigar o direcionamento de um percentual de verbas publicitárias para pequenos veículos, desde jornais de bairro, pequenas rádios, até blogs independentes dos portais da grande imprensa.

Caso livrem as rádios comunitárias das amarras da proibição de anunciar, também seria desejável incluí-las em um MICRO-MÍDIA.

Não se trata de "comprar" apoio, e sim um mecanismo institucional, acessível a qualquer um (inclusive quem seja oposto ao governo) que cumpra aos requisitos e normas, com audiência auditável, e recursos proporcionais, com transparência e controle.

Isso gera emprego e renda no setor de comunicação, informação e entretenimento para pequenos veículos, desde microempresas até iniciativa de autônomos.

Vai ser o sonhado primeiro emprego de muita gente que está estudando jornalismo (e um primeiro emprego fora da "escola" do PIG).

Está na hora do governo radicalizar a democratização das verbas publicitárias e implantar um programa MICRO-MÍDIA.

Deixa o PIG chorar a perda do Mega-bolsa-mídia de FHC.

Por: Zé Augusto

sexta-feira, 22 de maio de 2009

JOSÉ SERRA (PSDB) FECHA PARCERIA COM RITA CADILLAC PARA PRODUÇÃO DE LIVROS DIDÁTICOS PARA CRIANÇAS

Evento celebrou acordo do governo de SP com dançarina para a produção de material escolar para crianças a partir do maternal.

O Governo paulista de José Serra decidiu manter a alta qualidade do material escolar do estado. Na tarde desta terça feira, 19, o governador de São Paulo realizou evento onde firmou acordo com a dançarina e intelectual Rita Cadillac para produção de novos livros didáticos para as crianças de 3 a 9 anos.

Segundo o governador, o currículo de Rita encaixa muito bem com os anais de qualidade das escolas de Sâo Paulo, que no seu governo são um cu. Serra afirmou ainda que os novos livros didáticos para crianças virão com capa dura e tentam evitar ao máximo o padrão de brochura.

O Blog Quanto Tempo Dura traz para você com exclusividade a capa do novo livro didático das escolas de São Paulo, nessa super parceria José Serra/Rita Cadillac.

By quantotempodura

segunda-feira, 18 de maio de 2009

UMA ALTERAÇÃO REVELADORA - RODA VIVA ENTREVISTOU ALVARO DIAS PORQUE?

Em uma manobra política afirmam e de ordem do governador também tucano de São Paulo na TVCultura possibilitou que o senador Alvaro Dias autor do requerimento de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras no Senado participa-se do programa Roda Viva.

Estranhamente a entrevista já há muito gravada com o economista e Prêmio Nobel Robert Mundell, prevista para ir ao ar hoje, só será apresentada posteriormente, em data ainda a ser definida.

Especulam alguns que esta manobra seria bastante reveladora, talvez a prova cabal de que precisam parte da mídia e governistas de que José Serra realmente estaria por detrás da criação da CPI da Petrobrás e teroa interesses no seu proseguimento.

C/A

domingo, 10 de maio de 2009

Na Porta da Gaiola - Yeda Crusius fez no Caixa 2 um novo Caixa 2

Além dos gaúchos, que puderam ler e tiveram a informação através do blog da Rosane de Oliveira, no jornal Zero Hora de hoje, vocês do restante do país tiveram conhecimento do último escândalo envolvendo a governadora tucana do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius?

É, quem assina ou comprou na banca a VEJA, também, teve conhecimento. A revista dá em detalhes a história. É de arrepiar! O pior é que quando a gente imagina que a governadora gaúcha se superou e não virá mais nada escandaloso de tão alto teor explosivo, ela se supera e vem com mais um.

É como disse há poucos dias, em Brasília, uma amiga jornalista amiga: ninguém, nem entre adversários, nem entre aliados, tem tão alta capacidade de se enredar e desencadear um escândalo por semana quanto a governadora Yeda Crusius, e de seguir em frente, impassível e impávida, como se não fosse com ela nem tivesse explicações a dar aqueles que a elegeram.

Que ela seja assim, vá lá, mas não posso deixar de fazer a pergunta: onde está o PSDB nacional? Onde estão seus líderes? Como vão explicar ao país suas declarações e campanhas falsas contra Caixa 2, e a postura moralista-udenista que assumiram nos últimos anos de guardiães da ética e da moral?

Isso sem falar nos casos abafados do governo José Serra em São Paulo, como os da Nossa Caixa, da Alstom e tantos outros. Com a palavra o PSDB, o grão-tucanato.

Por ZD

terça-feira, 5 de maio de 2009

Cultura e educação de mal a pior com demo-tucanos

Veja como a parceria tucanos-demos trata a educação e a cultura em SP: "Governo do Estado só me atrapalha" é o título da "Entrevista da 2ª" da Folha de S.Paulo com Camilo da Silva Oliveira, diretor da Escola estadual Profª Lúcia de Castro Bueno, de Taboão da Serra (Grande São Paulo), a melhor classificada no Estado segundo o último ENEM.

Na área de cultura, segundo reportagem do Estadão de hoje - divulgada com os títulos "Participação em eventos culturais dos CEUs cai 42%", na 1ª página e internamente, "Público das atividades culturais dos CEUs cai 42% na gestão Kassab" - o número de paulistanos que participavam das promoções culturais das megaescolas paulistanas, apesar de elas terem saltado de 21 para 32 escolas, caiu em quase 50% da gestão da prefeita Marta Suplicy para a do prefeito Gilberto Kassab. que governa a capital em parceria com os tucanos.

Assim, as manchetes já autodefinem o quadro da cultura e da educação na Capital e no Estado gerido pelos tucanos-demos. Na entrevista à Folha, o diretor garante que a escola que dirige se destacou por méritos próprios e a Secretaria de Educação não quis responder as críticas ao jornal.

É muita arrogância, prepotência e falta de responsabilidade da parte do governador Serra e de seu secretário de Educação, Paulo Renato, em relação à prestação de contas que deveriam fazer à população sobre o descalabro com que conduzem a Educação no Estado.

Na entrevista à Folha, Oliveira alerta para os problemas das constantes mudanças na Secretaria Estadual de Educação, e aponta desde a inexperiência dos titulares da pasta aos métodos de avaliação. Vejam, Serra já trocou de secretário três vezes (o atual é o ex-ministro da Educação, Paulo Renato Renato Souza) e nem ele, nem seus antecessores tucanos conseguiram melhorar a educação em São Paulo.

terça-feira, 28 de abril de 2009

"Carta de Porto Alegre" denuncia as políticas dos governos Yeda, Serra e Aécio

As bancadas do Partido dos Trabalhadores dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul, juntamente com representantes de sindicatos de servidores públicos e movimentos sociais dos três estados, reunidos no seminário “Desmonte do Estado: o modelo tucano de governar”, realizado nesta segunda-feira (27), em Porto Alegre, aprovaram no final do encontro um documento criticando a agenda do PSDB que trata o Estado como vilão e os servidores públicos como inimigos. A Carta de Porto Alegre afirma que “choque de gestão” e “déficit zero” tornaram-se as palavras de ordem em detrimento dos serviços e dos servidores públicos. O resultado imediato dessas políticas, diz ainda o documento, é a pauperização dos serviços públicos, permitindo o crescimento de seus parceiros privados, em todas as áreas, inclusive a segurança pública.

Para os signatários da carta, “a não aplicação dos recursos mínimos constitucionais em saúde e educação são exemplos clássicos desta política, ao mesmo tempo em que são desonerados os grandes oligopólios”. “É simbólico que a investida comece pela educação”, observam ainda. “A adoção de uma política educacional “fast food”, sem compromisso com a formação de uma consciência crítica, com currículos padronizados, voltados para a transmissão e não a elaboração do conhecimento. Alteração dos currículos de forma unilateral e em gabinetes, inchaço das salas de aulas, falta de diálogo e criminalização dos movimentos sociais e sindicais são uma constante”. A alteração nos planos de carreira, com o fim da progressão por tempo de serviço, o arrocho de salários e a ampliação dos empregos precários e temporários são outras políticas denunciadas na carta.

No Rio Grande do Sul, assinala ainda, esse processo está mais atrasado, em função das graves denúncias e escândalos de corrupção que atingiram o governo Yeda Crusius. O documento aponta a existência de uma blindagem midiática que esconde as mazelas dos governos Aécio e Serra e permite que Yeda “mantenha um certo equilíbrio instável, escondendo sua verdadeira face de desmonte do Estado”. O projeto implantado em MG, SP e RS, conclui a carta, não é só um ataque aos direitos dos servidores públicos, mas também aos setores da população que mais necessitam das políticas públicas. Diante deste quadro, o documento defende a unificação dos movimentos sociais, a constituição de agendas comuns para furar o bloqueio midiático e a intensificação das lutas pela transparência, democratização e universalização do Estado e dos serviços públicos.

Por Marco Aurélio Weissheimer

sábado, 18 de abril de 2009

Expulsão do Ninho - Governo Yeda vira fardo para o PSDB e preocupa (muito) campanha de Serra

Na quinta-feira, a governadora Yeda Crusius voltou a reclamar da “onda de falsas denúncias” contra seu governo. Em um discurso confuso, falou de “raiva política” na Assembléia e invocou até o maio de 1968 em uma desesperada tentativa de dizer algo com sentido. Algumas das frases da governadora:

“Tenho certeza de que ela (a Assembléia) saberá agir de modo a não deixar repetir um ano ruim para o Rio Grande do Sul como 2008, um ano que, felizmente, terminou, diferentemente de 68”.

“O Estado saberá reagir a esta onda má, esta onda ruim que perdeu o respeito às instituições. Tá passando dos limites. Tá passando muito dos limites”.

As instituições parecem concordar com a governadora ao menos em um ponto: “tá passando muito dos limites”. O volume de denúncias e investigações envolvendo atuais e ex-integrantes do primeiro e segundo escalões do governo atingiu proporções extremamente graves. Na Assembléia, a base de apoio da governadora está silenciosa e apreensiva com o futuro próximo. Poucos sabem exatamente o que vem por aí.

Vinte e quatro horas depois de reclamar, mais uma vez, da “onda de falsas denúncias”, Yeda teve um choque de realidade durante conversa com o deputado federal do PSDB, Cláudio Diaz. O discurso da governadora não convence nem mais seus aliados mais próximos. Diaz afirmou que o governo está fragilizado e defendeu o afastamento imediato de secretários e assessores envolvidos em denúncias de corrupção e investigações diversas. Além disso, informou à governadora que a Executiva Nacional do PSDB está muito preocupada com os rumos do governo tucano no Estado e quer evitar danos graves à campanha presidencial de José Serra.

Em fevereiro deste ano, o governador paulista empenhou sua palavra na defesa de Yeda: “A governadora Yeda colocou o Rio Grande do Sul de pé”, disse Serra.

Hoje, nos círculos políticos mais informados do Estado, pouca gente duvida da informação sobre a delação premiada de Lair Ferst. E sabe das consequências disso. Está em curso, portanto, uma operação de redução de danos por parte dos partidos que compõem a base do governo. O PMDB, em especial, dá sinais que pretende acelerar o desembarque. A imensa maioria dos deputados da base aliada do governo está mais preocupada com a reeleição em 2010 do que com o futuro do governo Yeda. Até porque muitos acreditam que esse futuro é sombrio. Para agravar esse quadro, de Brasília vem informações preocupantes (para o governo) acerca da evolução das investigações sobre a morte de Marcelo Cavalcante. Há um clima de salve-se quem puder no ar.

Por Marco Aurélio Weissheimer

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Quem é Paulo Renato - No discurso do tucano, críticas à Lula e PF

Ao ser empossado secretário da Educação do Estado de São Paulo, o deputado federal pelo PSDB Paulo Renato Souza discursou criticando o Presidente Lula. Ele acusou ainda o governo federal, de tentar apropriar-se de medidas para avaliação da educação criadas por ele.

A crítica do tucano estendeu-se às ações da Polícia Federal (PF). "Vemos a degradação da imagem da vida pública, o abandono dos valores republicanos, a banalização da esperteza, do compadrio, do patrimonialismo, do loteamento político das instituições públicas", disse. "O problema vai do aparelhamento do Estado até o uso desassombrado do poder de polícia para constranger empresários e políticos." O discurso criticando a Polícia Federal foi longo, nem parecia que ele estava sendo empossado para a pasta da educação...

Alstom

O empresário José Amaro Pinto Ramos ofereceu jantar para Fernando Henrique e integrantes do PSDB - na época, o ex-presidente era chanceler. O evento reuniu a cúpula tucana e também Jack Cizain, então diretor-geral da Gec Alsthom, renomeada Alstom. No jantar, o deputado Paulo Renato Souza entoou tangos em dueto com a mulher. A atriz Ruth Escobar chegou a cantar fados.

O Ministério Público abriu investigação sobre a propina paga pela Alstom, multinacional francesa do ramo de energia e transporte, a integrantes do governo paulista e do Tribunal de Contas do Estado (TCE),por causa de sua grande proximidade com políticos do PSDB e seu trabalho de lobby a favor de empresas do setor energético e de transporte sobre trilhos. São os contratos da Alstom nessas áreas que estão sob análise de autoridades brasileiros e suíças

A bancada do PSDB abafou a CPI da privatização indecorosa da Vale do Rio Doce, cuja vice-presidente da Companhia é a esposa do tucano Paulo Renato de Souza

A namorada paga com dinheiro do cofre público

O deputado Paulo Renato Souza (PSDB-SP), que foi ministro da Educação no governo de Fernando Henrique Cardoso, quando estava no governo usou dinheiro público pagar hospedagem no Sheraton Mofareej Hotel, em São Paulo, no feriado de 7 de setembro de 2001, e hospedagem no Ouro Minas Palace Hotel no dia 11 de março de 2001. O valor R$ 562,30 em 2001. Detalhe, a hospedagem não só dele, mas também da na época a namorada, Carla Grasso(hoje vice-presidente da companhia Vale do Rio Doce), O Deputado tucano além de pagar passagens aéreas, também pagou contas da então namorada, com cartão corporativo.

Paulo Renato também gastou com aluguel de carro

foram feitas 37 viagens à cidade do Rio de Janeiro onde morava a namorada de Paulo Renato, entre 19 de janeiro e 15 de dezembro de 2001, registrando um gasto de R$ 25 mil, também pago com cartões corporativos

Em 10 de outubro de 2007, 'Folha' entregou Paulo Renato, o tucano que pisou no e-tomate

O deputado federal e ex-ministro da Educação Paulo Renato, um dos principais caciques do PSDB, foi flagrado em situação constrangedora. Ao enviar um artigo, por e-mail, para a Folha de S.Paulo, o tucano esqueceu de limpar a mensagem anterior em que pedia opiniões e respaldo do presidente do Bradesco. Segundo o jornalista Luiz Weis, do blog Verbo Solto, Paulo Renato "pisou no e-tomate". Confira

Contra aluno pobre

Paulo Renato: "cota racial vai dar errado" veja

Paulo Renato na Lista de Furnas

Dinheiro do jornal Folha de S.Paulo

A Folha doou R$ 42.354,30 para a campanha eleitoral de Paulo Renato Costa Souza, do PSDB. A “contribuição” foi repassada através da empresa Folha da Manhã, que edita a Folha

Paulo Renato Caixa dois

A A Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo enquadrou Paulo Renato no artigo 30 A da Lei 9.504/97, que pune com cassação políticos envolvidos com captação e gastos ilícitos de recursos para campanha (caixa dois). Auditores apontaram 'omissões de recibos, inconsistências na contabilização das contas'.O advogado Arnaldo Malheiros, que defende Paulo Renato, reconheceu que as contas de seu cliente foram rejeitadas pelo TRE, mas considerou as irregularidades apontadas como 'insignificantes'.

Por: Helena™

terça-feira, 7 de abril de 2009

“Aécio a culpa é sua, educação na rua”

Com Lula a tiracolo, governador enfrenta protesto dos professores
O Sindicato Único dos Professores do Estado (Sind-Ute), Regional Norte, acusa a Prefeitura de Montes Claros de jogar tinta branca no outdoor que está em frente à fábrica de biodiesel, no Distrito Industrial.

A tinta, segundo os denunciantes, é a mesma que foi usada para pintar o meio-fio que dá acesso à usina.

Apesar do aparato de segurança envolvido por ocasião da presença do presidente Lula, servidores da educação - liderados pelo Sind-Ute, conseguiram, durante o discurso do governador Aécio Neves, dar o recado com o seguinte coro: “pague o piso da educação”.
O protesto ocorreu durante o cerimonial para inauguração da Usina de Biodíesel.

Os servidores se dirigiram em seguida para o Portal de Eventos, onde à tarde foi realizada a reunião do Conselho Deliberativo da Sudene, para onde também foram Lula, Aécio, governadores nordestinos e ministros.

No local, os manifestantes aproveitaram para ampliar o protesto, aproveitando o grande número de autoridades presentes.

“Aécio a culpa é sua, educação na rua”, gritavam, prometendo nova manifestação para odia 24 de Abril, em defesa do piso nacional, que agora é de R$1.132,00.

Por Gusmão

quinta-feira, 2 de abril de 2009

O senador Tasso Jereissati gastou dinheiro público para pagar aluguel de jatinho particular

Um absurdo?

É sim um grande absurdo. Existem meios mais baratos para realizar uma viagem. É desperdício de dinheiro público

MAS, não sabemos o principal: para onde ele foi? Com que finalidade PÚBLICA? Como esta viagem ajudou no desempenho de sua função de senador? O recibos estão a disposição na internet?

O site UOL está fazendo uma enquete: Você acha que os políticos devem ter seus gastos cobertos pelos cofres públicos?

A resposta óbvia é NÃO. PORÉM, este é o tipo de pergunta que visa manipular a mente das pessoas.

Ela não descreve o óbvio: o que é necessário para que um deputado ou senador exerçam dignamente sua atividade parlamentar?

Nós queremos deputados e senadores que estudem, pesquisem, aprendam? Nós queremos deputados atuantes ou uns bobões que ficam "engordando" dentro do parlamento e longe da realidade da sociedade?

Não dá para usar dinheiro público para pagar despesa pessoal de deputado/senador.

É importante dar condição para um deputado/senador (ou assessores que realmente trabalhem) viajar para participar de reuniões técnicas, congressos, etc.

Vou dar um exemplo: se alguns deputados e senadores acompanhassem o trabalho das equipes que combatem o trabalho escravo e vissem os trabalhadores sendo resgastados, deixariam de NEGAR A EXISTÊNICA DE TRABALHO ESCRAVO NO BRASIL.

Portanto, é preciso regulamentar com rigidez o uso das verbas públicas. Todas devem ser publicadas na internet constando relevância do gasto, valor, local, notas fiscais, conclusão da atividade parlamentar, etc.

Nós temos que dar condição para quem é honesto e trabalhador exercer bem a sua atividade.

O trabalho dos parlamentares é importante. A maioria não honra seus cargos.

Outros, por sua vez, exercem dignamente seu trabalho parlamentar. Devemos dar condição de trabalho para aqueles que exercem dignamente seus mandatos.

É melhor para nós, cidadãos.

Saiba mais sobre o Tasso Jereissati.

Por Chicão Dois Passos

domingo, 29 de março de 2009

Filha de FHC, "encostada" no Senado, já custou mais de R$ 1 milhão ao contribuinte

Luciana Cardoso, filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), tem o salário de R$ 7600,00 no Senado.

Eles está comissionada no gabinete do senador demo-pefelista Herático Fortes (DEM/PI), desde 2003, quando seu pai, FHC, deixou a presidência da República.

O valor pago pelo Senado nestes 74 meses, desde 2003, à filha de FHC, além de 13º salário por 6 anos, soma o equivalente à R$ 608.000,00.

Sobre este salário base, há os encargos da folha de pagamento, abonos de férias, horas extras, etc., etc., etc.

Com isso o encosto da filha de FHC no Senado já deve ter custado ao contribuinte brasileiro mais de R$ 1 milhão, desde 2003.

Mas a sangria nos cofres públicos não param por aí.

Ainda há os benefícios, como o plano de saúde do Senado, um dos melhores e mais completos do mundo.

A preços de mercado, certamente deveria custar bem mais de mil reais por mês. Se houver dependentes, então o valor equivalente do benefício é ainda mais alto.

Por: Zé Augusto

quinta-feira, 26 de março de 2009

ELEÇÕES 2010 - PRÉVIAS DO PSDB - ENROLANDO AÉCIO

Veja o que disse hoje o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, sobre a polêmica em torno de prévias para escolher o candidato do partido à presidência da República em 2010:

"Não havendo entendimento de Serra com Aécio e de Aécio com Serra, faremos prévias. E faremos tudo dentro da lei. Estamos acusando o governo de propaganda antecipada, não podemos escorregar".


Sabe o que ele quis dizer?

Vamos adiar as prévias pelo maior tempo possível, usando a justiça eleitoral como desculpa. Nesse meio tempo, vamos tentar convencer Aécio Neves a desistir. Mas não podemos fechar a porta. Vai que ele não desiste...

A cruzada de Aécio pelas prévias constrange a direção tucana. O partido gostaria de entregar a candidatura a José Serra, mas não pode deixar em má posição o governador de Minas. Ele sabe disso e estica a corda. Sabe que, se insistir muito, levará as prévias. Isso o coloca numa posição de força.

Eunãotenhonome

quinta-feira, 19 de março de 2009

Um Governo Estrábico - Já em Campanha 2010 Serra comemora aniversário em cima de palanque

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), comemorou hoje seu aniversário em cima de um palanque, cercado por 30 crianças e ao lado de seu afilhado político, o prefeito da Capital, Gilberto Kassab (DEM). Graças ao prefeito, o evento no Parque Villa Lobos para lançamento de um programa de educação ambiental foi palco de uma comemoração pelos 67 anos do governador, com direito a "Parabéns a você" e presente. Após falar por um minuto e meio sobre ecologia, Kassab usou o resto de seus três minutos de discurso para homenagear o aniversariante. "Tenho certeza de que interpreto o sentimento de todos desejando um aniversário muito feliz para o governador", disse. Serra ruborizou.

Kassab, que já declarou sonhar em ver Serra presidente em 2010, desejou saúde ao padrinho político. "Desejamos ao nosso querido governador muita saúde, muitas felicidades, que ele tenha muita energia ainda para cumprir tantas missões que tem pela frente na vida pública". O tucano disputa com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, a indicação do PSDB para concorrer à Presidência em 2010. O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado tucano Barros Munhoz, entrou no clima: "Serra, você pode se considerar um homem feliz pois pode comemorar o seu aniversário melhorando a vida das pessoas." Em um discurso rápido mas inflamado, o deputado pediu a Deus que proteja o governador. "Que você continue sendo sempre o nosso paradigma, nosso líder e o nosso comandante."

Serra foi presenteado por duas crianças com uma sacola retornável, que substitui sacos plásticos na hora de ir às compras. O regalo ecologicamente correto foi providenciado pelo secretário de Meio Ambiente, Xico Graziano. O governador retribuiu o presente com abraços nas crianças. Após a homenagem, o Serra lançou mão do humor para abrir seu discurso. Reclamou de duas meninas que não lhe retribuíam "beijinhos" mandados do palco. Recorreu ainda à sua tática preferida para gerar empatia com plateias mirins: falar de times de futebol. Palmeirense, Serra disse aos corintianos que ficara feliz com o gol de Ronaldo pelo time alvinegro: "Todo mundo tem direito de ser feliz um dia." Enquanto isso, o tricolor Kassab balançava os braços e incitava os jovens a gritarem "São Paulo".

Ao discorrer sobre meio ambiente, Serra disse que é preciso pensar no futuro do planeta e mudar hábitos. E usou uma metáfora curiosa: "Temos de ter um olho no hoje e um olho no amanhã. Às vezes, a gente fica um pouco estrábico, mas é um estrabismo saudável".

C/A

domingo, 15 de março de 2009

Mínimo - Escola para aula e põe aluno para fazer faxina


O dia ontem na escola estadual Francisco de Paula Vicente de Azevedo, no Parque Bologne (zona sul de SP), começou um pouco diferente. Alunos e professores trocaram os cadernos e lápis por vassouras, rodos e baldes e, em vez de aulas, eles tiveram outra atividade: fazer faxina.

Por causa da falta de funcionários na escola administrada pelo governo estadual, pais de alunos, estudantes e professores organizaram um mutirão para limpar o prédio de dois andares, que atende 917 crianças e jovens do ensino fundamental.

Os "voluntários" tiveram trabalho para limpar as 16 salas de aula, além de quadras, banheiros e outras dependências da unidade. A limpeza começou cedo. Às 7h, cerca de 20 alunos e professores já lavavam as salas de aula.

A faxina, que estava prevista para durar o dia todo, começou no segundo andar do prédio e iria se estender até a parte de fora, já que o mato ao lado da quadra poliesportiva, por exemplo, chegava a quase um metro de altura.
Para estudantes, a faxina era quase diversão. "Minha mãe me mandou ajudar, já que não tem aula mesmo. É legal porque a gente se diverte também", conta um aluno de 13 anos da 8ª série.

Já os professores não acharam nada divertido. "Não tem cabimento a gente perder um dia de aula para fazer faxina. Mas, por outro lado, também não dá para dar aulas em um lugar imundo", contou uma docente, que pediu que seu nome não fosse divulgado. A aula perdida hoje será reposta, segundo os funcionários.

Os pais estão indignados. Eles contam que, desde o ano passado, há apenas duas funcionárias que trabalham na escola e que são responsáveis pela merenda. Uma é encarregada do lanche da manhã, a outra cuida do turno da tarde. Além da comida, o máximo que elas conseguem é limpar os banheiros.

O mutirão de ontem foi o segundo: o anterior aconteceu no final do ano passado.

Os estudantes reclamam. "A gente não pode nem tomar água, porque a pia é imunda. O banheiro, então, nem se fala", conta uma jovem.

A limpeza básica das salas de aula e das outras dependências fica por conta dos próprios alunos e professores. "Às vezes eles dão uma vassoura e alguns panos e nós mesmos limpamos a sala de aula", conta uma outra aluna de 13 anos, da 8ª série.

Os professores, além de preparar aulas, ensinar e corrigir provas, também cuidam da faxina. "O pátio fica uma sujeira depois do intervalo. Damos um jeito, mas não resolve", diz um professor.

Procurada, a direção da escola pediu para procurar a Secretaria de Estado da Educação. O governo José Serra (PSDB) diz que um funcionário da unidade está em férias e que contratará uma empresa especializada.

Por Jéssika Torrezan

sábado, 14 de março de 2009

Gravações entregues por ex-ouvidor para a OAB podem configurar vários crimes


O ex-ouvidor da Secretaria de Segurança Pública entregou, hoje à tarde, um CD com gravações de escutas telefônicas à direção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). As gravações, que teriam sido realizadas sem autorização judicial, envolvem integrantes do próprio governo e prefeituras. Paiani disse que elas trazem elementos que podem configurar crime contra a administração pública, favorecimento, tráfico de influência, crime eleitoral e violação do sistema de consultas da Secretaria de Segurança. A OAB anunciou que analisará o material neste final de semana e se pronunciará na segunda-feira.

O líder da bancada do PT na Assembléia Legislativa, deputado Elvino Bohn Gass, classificou de extremamente graves as denúncias apresentadas pelo ex-ouvidor. “A situação é estarrecedora e revela que, além de estar atolado em denúncias de corrupção, o governo opera no submundo, provavelmente com o intuito de promover chantagem contra seus próprios integrantes. Se fazem isso com integrantes do próprio governo, é possível imaginar como agem com os adversários políticos”. Bohn Gass anunciou que a bancada do PT levará o caso à Polícia Federal. Para ele, é preciso buscar o auxílio de um órgão externo para esclarecer os fatos denunciados por Adão Paiani.

A deputada Stela Farias (PT) protocolou uma solicitação para que o ex-ouvidor seja chamado à Comissão de Serviços Públicos da Assembléia Legislativa para explicar as denúncias. “Estamos diante de uma ilegalidade gravíssima praticada pelo governo, que compromete o sistema de segurança no Rio Grande do Sul. É preciso que a Assembléia busque os esclarecimentos necessários sobre mais esta denúncia contra o governo Yeda”, justificou.

Por Marco Aurélio Weissheimer

sexta-feira, 13 de março de 2009

Suspeito - Calote de Serra bloqueia parcelas da venda da Nossa Caixa

José Serra e o PSDB gostam de dizer que sanaram as contas do estado de São Paulo, mas recente decisão da Justiça desmente o fato em alto e bom som, ao bloquear os cerca de R$ 5,38 bilhões referentes à venda da Nossa Caixa ao Banco do Brasil por calote. Isso mesmo: o governo do estado, nas mãos dos tucanos há mais de 15 anos, deve, mas não paga, R$ 20 bilhões para cerca de 500 mil pessoas em ordens judiciais, os chamados precatórios.

Há casos de atrasos de até dez anos, especialmente de precatórios alimentícios, como aqueles referentes a dívidas trabalhistas.

A decisão foi da juíza Fernanda Souza Hutvler, da 20ª Vara Federal de São Paulo, a partir de ação do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A liminar já causou o bloqueio da primeira das 18 parcelas, de R$ 299,2 milhões, que vence nesta terça, dia 10, e será transferida para tribunais de onde partiram as sentenças sobre o pagamento dos títulos.

"Agora ficou escancarado o que nós já sabíamos: o Serra não tem compromisso com a população, apenas consigo mesmo e com seu projeto de poder", diz a diretora do Sindicato e funcionária da Nossa Caixa Raquel Kacelnikas.

"Ele diz que o estado está redondo e que por isso só precisa investir. Anuncia investimentos de R$ 45 bilhões até 2010 como forma de cacifar sua candidatura à presidência. Mas não lembra que está deixando de pagar há dez anos o que deve a 500 mil cidadãos, que não têm força para enfrentar a máquina do estado para exigir seus direitos. E vale ressaltar que 50 mil deles já morreram sem ter recebido o que havia sido garantido na Justiça", diz Raquel.

A juíza afirmou não ser possível afirmar que faltam recursos financeiros para pagar os precatórios e que "o problema não é de ordem financeira, mas exclusivamente de ordem política". O governo de São Paulo afirmou que recorrerá da decisão.

História


O presidente nacional da OAB, Cezar Britto, declarou para o site jurídico Última Instância que "a decisão é histórica porque, simultaneamente, combate o calote da dívida pública e restabelece a dignidade do Poder Judiciário, constantemente desrespeitado pelos governadores brasileiros que se recusam a cumprir as suas decisões".

Do Sindicato dos Bancários de São Paulo

domingo, 8 de março de 2009

Vedoin Denúncia - "Na época do Serra era mais fácil"

Segundo donos da Planam, esquema das ambulâncias tinha um empresário de Piracicaba, Abel Pereira, que operava dentro do Ministério da Saúde

Na tarde da quinta-feira 14, quando receberam a reportagem de ISTOÉ na confortável casa de um amigo em um bairro nobre de Cuiabá (MT), os empresários Darci e seu filho Luiz Antônio estavam tensos. Antes de gravarem a entrevista consultaram dois advogados e em três oportunidades a conversa foi paralisada. Gravador desligado e Darci, com 66 anos, reclamava de problemas com sua pressão arterial. “Tenho ido quase todos os dias ao hospital e hoje com certeza sairei daqui para o pronto-socorro”, dizia com ar abatido. Luiz Antônio, mais falante, parecia dar pouca atenção aos reclamos do pai e insistia em manifestar seu “real interesse” em colaborar com as investigações. “Precisamos mudar nossa imagem. Não é verdade que estejamos mudando de versão a cada momento. Vamos colaborar com a Justiça provando tudo o que dizemos”, afirmava Luiz Antônio. Ambos temem que manobras políticas possam fazer com que percam os benefícios legais obtidos com o instituto da delação premiada. De fato, sem esse benefício, é grande a possibilidade de voltarem para a prisão, onde estiveram por 80 dias entre maio e julho deste ano. Mais experiente, Darci parecia profundamente incomodado na condição de “delator”, embora demonstrasse ter clareza de que tudo será desvendado e que sua colaboração apenas irá acelerar um processo de investigação. “Sou um homem que faz acordo com o fio do bigode. Trabalho há 30 anos com o Congresso e nunca passei por uma situação como essa”, afirmava o pai. A seguir, trechos da entrevista:

ISTOÉ – Os srs. entregaram à Justiça e à CPI diversos documentos. Entre eles estão extratos bancários que mostram depósitos feitos para pessoas físicas e jurídicas ainda não mencionados nesse caso. Como esses documentos podem ajudar nas investigações sobre os sanguessugas?
Luiz Antônio Vedoin – São depósitos relacionados ao Abel Pereira. Nós criamos uma parceria com ele para a liberação de verbas para a compra de ambulâncias em vários municípios.
Darci Vedoin – Quando o dinheiro era liberado, o Abel nos indicava as contas e as pessoas para as quais deveriam ser feitos os depósitos. O que entregamos são os comprovantes desses depósitos.

ISTOÉ – Quem é Abel Pereira?
Luiz Antônio – É um empresário de Piracicaba que operava dentro do Ministério da Saúde para nós. Era ele quem conduzia todo o processo e fazia sair todos os empenhos... Era um operador, uma pessoa indicada e muito ligada ao Barjas Negri, secretário executivo do Ministério quando José Serra era o ministro e seu sucessor.
Darci – O Barjas Negri é o braço direito do José Serra. Nosso esquema já funcionava no Ministério. Quando o Serra saiu, o Barjas assumiu o Ministério e foi indicado o Abel para continuar a operar.

ISTOÉ – O Abel, então, deu continuidade a um esquema que já existia?
Darci – Quando nós iniciamos a montagem, em 1998, já existia esquema dentro do Ministério da Saúde, com os parlamentares. Nós acertávamos com os parlamentares e o dinheiro saía. Naquela época era muito mais rápido para sair os empenhos e os pagamentos.

ISTOÉ – A que época o sr. se refere exatamente?
Darci – Entre 2000 e 2002. Quando o Serra era ministro foi o melhor período para nós. As coisas saíam muito rápido.

ISTOÉ – Como exatamente funcionava o chamado Esquema Sanguessuga?
Darci – O parlamentar apresentava a emenda orçamentária pedindo o recurso e quando o dinheiro era liberado nós pagávamos 10% ao parlamentar. A cobrança deles sempre foi de 10% sobre o valor da emenda.
Luiz Antônio – No melhor período, quando o Serra e depois o Barjas eram os ministros, a bancada do PSDB é que conseguia agir com maior rapidez. Com eles era muito mais fácil e muito rápido. Quando as emendas eram da bancada era coisa de um dia para o outro.
Darci – A confiança de pagamento naquela época era tão grande que nós chegamos a entregar cento e tantos carros somente com o empenho do Ministério da Saúde, antes de o dinheiro ser liberado. Isso acontecia no País inteiro. Sempre quando se tratava de parlamentares das bancadas ligadas ao governo.

ISTOÉ – Os srs. estiveram reunidos pessoalmente com o ex-ministro José Serra alguma vez?
Darci – No ano de 2001 estivemos com ele em dois eventos no Mato Grosso. Um
na capital e outro em Sinop.

ISTOÉ – É natural e até dever de um ministro da Saúde participar de eventos para entrega de ambulâncias. O ministro sabia que nos bastidores daqueles eventos havia um esquema de propinas?
Luiz Antônio – Era nítido a todos.
Darci – Posso te afirmar que as emendas quando eram destinadas para esses eventos saíam ainda mais rápido.

ISTOÉ – Como o Abel entrou nesse esquema?
Darci – Foi no final de 2002. Eles haviam perdido a eleição e, em nome do ministro, o Abel nos procurou. Eu fui a São Paulo, conversei com ele no aeroporto e ele pediu um valor para poder liberar uma série de recursos. Queria 10% de tudo o que eu viesse a receber. Acabamos negociando e fechamos a 6,5%. No mesmo dia ele perguntou quais os Estados que eu queria que ele liberasse. Respondi que seria o Mato Grosso e Alagoas. Três dias depois o dinheiro estava na conta das prefeituras.

ISTOÉ – Quanto isso representou em reais?
Darci – O compromisso é que ele liberaria o que fosse entrando. E tudo o que nós pedimos foi liberado. Quando o dinheiro saía do Ministério e antes de chegar às prefeituras nos fazíamos os depósitos nas contas indicadas pelo Abel. Essa é a documentação que entregamos agora à Justiça e à CPI.

ISTOÉ – O Abel se encontrava pessoalmente com os srs. para indicar para quem
e em qual conta deveriam ser feitos os depósitos?
Darci – No final de 2002, nós ficávamos juntos em Brasília. Ele ia ao Ministério, liberava o recurso e passava para mim dizendo o que era para ser feito e para quem era para ser feito.

ISTOÉ – O Abel dizia qual seria o destino do dinheiro?
Luiz Antônio – Falava que era para o ministro.

ISTOÉ – Para parte da CPI e até entre procuradores da República há uma impressão de que os srs. estão negociando de todos os lados, pois em um ano eleitoral têm entregado a conta-gotas os nomes dos políticos envolvidos com a máfia das ambulâncias.
Luiz Antônio – Isso não é verdade. Quem deflagrou todo esse processo foi a Polícia Federal. Não fui eu que escolhi a data da operação. Se é um período eleitoral, quem escolheu isso foi a Polícia Federal.

ISTOÉ – É fato que os srs. têm entregue nomes a conta-gotas.
Luiz Antônio – Não. Não tenho entregado nomes a conta-gotas. Eu tenho um
acordo com o Ministério Público e com o juiz.

ISTOÉ – Que acordo?
Luiz Antônio – Vou entregar todos aqueles contra os quais eu conseguir reunir provas. Vou cumprir isso, independente de partido, Estado ou qualquer outra situação. Vou entregar todos que eu puder comprovar o acontecimento.

ISTOÉ – Então o sr. está buscando novas provas?
Luiz Antônio – Não que eu esteja atrás. Foram oito anos de negócios e intermediações. Se novos documentos surgirem, cumprirei com o meu papel de encaminhar tudo à Justiça e à CPI.

ISTOÉ – Por que só agora, às vésperas das eleições, os srs. encaminharam essa documentação que compromete dois ex-ministros da Saúde, um deles candidato favorito ao governo de São Paulo?
Luiz Antônio – Estou cumprindo o acordo com a Justiça. Não tinha esses documentos e a CPI encontrava dificuldades burocráticas para a quebra de meu sigilo bancário. Então, eu mesmo fui ao banco e solicitei os extratos. Só com esses documentos em mãos é que pude relacionar os depósitos feitos a pedido do Abel.

ISTOÉ – O sr. não se lembrava então de ter feito depósitos em contas
indicadas por um operador que falava em nome do ministro da Saúde?
Luiz Antônio – Não posso ser leviano a ponto de dizer o que não posso provar. Meu compromisso é com a verdade.

ISTOÉ – Como tem sido a vida dos srs. depois que esse escândalo se
tornou público?
Luiz Antônio – Está muito difícil. Mudou tudo...
Darci – Até as amizades. Hoje se nota nas pessoas uma diferença muito grande, quando se passa na rua. Não temos mais os amigos que tínhamos antigamente. Estamos sendo julgados, mas a população precisa saber que os maiores culpados disso tudo não somos nós.

ISTOÉ – Quem são?
Darci – Temos culpa, sim. Mas o grande culpado foi o governo lá de trás que vem fazendo tudo isso e nos deu a oportunidade de fazer. Podem pegar todos os meus telefonemas e verão que eu não ligo para nenhum parlamentar. Eram eles que ligavam para nós.

ISTOÉ – O que os srs. esperam que aconteça a partir da entrega
desses documentos?
Luiz Antônio – Que seja dita a verdade e que as pessoas percebam que estamos efetivamente querendo colaborar com a Justiça.

Por Mário Simas Filho